Integração escola comunidade

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2- RUMO Á ESCOLA LIBERTADORA?

Vivemos em uma sociedade estruturada de forma hierárquica, aonde desde pequenos fomos educados a prestar obediência e a reconhecer a hierarquia da sociedade.
Há uma hierarquia na família, (pai, mãe e por último os filhos, estes devem obediência aos pais e perante a lei os pais são seus responsáveis legais), na escola temos uma hierarquia mais complexa que a dafamília ( o aluno deve obediência aos professores e estes devem obedecer aos seus coordenadores que devem obedecer a seus superiores) no campo profissional, no nosso sistema de governo.
Fomos ensinados desde pequenos a obedecer aos nossos superiores, a nunca questionar as decisões tomadas, isto reflete na forma de agirmos como cidadãos.
Elegemos prefeitos, senadores, governadores e presidentes,mas participamos pouco das decisões tomadas por eles, estas decisões que nos afetam diretamente.
Não questionamos, não agimos perante os problemas que estão diretamente ligados a nós, ao contrário não vemos estes problemas, ignoramos, nos tornando passivos na sociedade.
Cesar Muñhoz(2004) divide a sociedade em duas partes; marginalizadas e a não-marginalizadas, a sociedade marginalizada écomposta pelos que possuem grandes problemas e necessidades, as não-marginalizadas são os que oferecem, e organizam.
Karl Marx (1998) dividiu a sociedade em burguesia e proletariados, os burgueses a minoria da sociedade que detém a riqueza e exploram e os proletariados que são a maioria da sociedade detêm a força de trabalho e são os explorados.
De uma forma mais simples, os dois autores admitemque em nossa sociedade há um que manda e outro que obedece, mas isto não é explicito, nesta linha há outros atores que fazem parte desta situação.
Paulo Freire (2003) relata sobre os sistemas de governo brasileiros como sendo uma sociedade “fechada”, a um centro do poder e o cidadão como apenas mais uma peça da sociedade. Sua vida se resume a autosobrevivência, ao seu próprio eu, não tomandoconsciência da coletividade, não entendendo sua sociedade.
Nesta sociedade não se tem consciência da exploração, há um fetichismo da realidade. Há problemas sociais (estes estão relacionados a classes sociais de baixa renda) que não aparecem nas discussões da mídia e do governo, ficam sempre no periférico, não há um aprofundamento dos problemas e as soluções colocadas caem no assistencialismo.
Aideologia dominante tem forte poder perante os homens, estes que por sua vez sentem-se incapazes de questionar, opinar e tentar modificar sua situação permanecendo passivos e acomodados diante da sua própria realidade.
A escola acaba sendo uma reprodutora da ideologia dominante, com uma maneira capitalista de se pensar a realidade, preparando os alunos para aceitarem estes ideais, mas ao mesmotempo, oferecendo uma base para tornar os alunos mais críticos e menos alienados, tornando-se uma via de mãos duplas.
No âmbito profissional na escola, a figura máxima de autoridade esta detida pelo diretor, ou pelo setor de administração que é composto por diretores, orientadores e coordenadores, são eles que respondem para a Diretoria de ensino que por sua vez esta subordinada a SecretariaMunicipal de Educação.
A forma de organização da sociedade, reflete de forma muito clara na escola, que esta separada através de subdivisões, desde a direção, coordenação, até os grupos de apoio refletindo assim na visão de sociedade e de espaços da criança.
A criança depara-se com um universo, repleto de imposições, regras, normas e orientações que é obrigada a cumprir, também percebe-secomo parte daquele todo, mas uma parte pequena, visto que está ali somente para obedecer, não obtendo espaço aberto para dialogar, criticar ou opinar.
Este visão de aluno está ligada a visão de criança que a sociedade tem, apesar do Estatuto da Criança e do Adolescente colocar a criança como sujeito de direito, ainda não enxergamos a criança como sujeito capaz, a criança não tem voz ativa é vista...
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