Inovações intraparadigmáticas e extraparadigmáticas

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Inovações intraparadigmáticas e extraparadigmáticas

Quando inovações geram revoluções

Flávio Coutinho
Diego Pinheiro Cardoso
Marcelo Jochem da Silva
Sergio Luiz Kienteca Penteado

1- Introdução

A ciência presenciou mudanças em seu curso e estrutura ocasionada por inovações científicas em determinados momentos da história. Porém, nem toda inovação científica é promotora de revoluções científicas. Algumas somente acrescentam conteúdo à ciência contemporânea tornando-a mais verdadeira e concisa.

1.1- O paradigma científico e a Ciência Normal

Entendemos como ciência o conjunto de preceitos racionais que estabelecem uma proposta de realidade. Segundo Kuhn, o conjunto desses preceitos (resultado de pesquisas e experimentos, teoremas, etc.) formam um paradigma científico e a esta ciência (defendida por uma comunidade científica num determinado período) denomina-se ciência normal.

1.2- Inovações e as revoluções científicas

Entendemos como inovação científica, toda forma de ampliação do conteúdo de um paradigma científico, seja através do refinamento do próprio paradigma ou através da concatenação de princípios adversos ao paradigma em questão. Porém, quando uma inovação científica promove mudanças significativas a um paradigma, ou promove crescimento para áreas de conhecimento não explicáveis por este paradigma, o mesmo entra em colapso e dá início um período de reavaliação paradigmática, denominado por Kuhn de revolução científica.

2- A Natureza das Inovações Científicas

Toda Inovação científica surge como resposta a uma anomalia de um paradigma científico. Esta anomalia pode ser entendida como um conhecimento necessário para o entendimento de um fenômeno ainda não explicado ou até para a produção de tecnologias que solucionem problemas não solucionáveis pelo paradigma da ciência normal. Estas anomalias podem surgir dentro e fora do paradigma da ciência normal, mas em ambos os casos ela incomoda

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