Informe de leitura livro "a vocação espiritual do pastor" de eugene peterson

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  • Publicado : 22 de outubro de 2012
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Informe de Leitura – Tamar Blos
Livro: A Vocação Espiritual do Pastor
(Eugene Peterson)

PETERSON, Eugene. A vocação espiritual do pastor: redescobrindo o chamado ministerial. Traduzido por Carlos Osvaldo Cardoso Pinto. – São Paulo: Mundo Cristão, 2006.

2. Resumo
Eugene Peterson inicia o livro abordando a vida de Jonas e comparando-a com a vida ministerial dos pastores. Jonas recebeu umaordem direta de Deus para ir pregar à Nínive. A cidade não estava agradando a deus e a Bíblia diz que sua maldade havia subido à presença de Deus. Por isso Deus ordenou a Jonas que fosse até Nínive e chamasse-a ao arrependimento. Por questões “políticas” (Nínive era capital da Assíria), Jonas não queria ir pra lá; então, comprou uma passagem para Társis, caminho contrário à Nínive. Em suadesobediência, não somente Jonas fica em perigo, mas o barco onde viajava, e toda a tripulação. Jonas é jogado ao mar, e este se acalma instantaneamente, Jonas fica a deriva e Deus faz com que um grande peixe o engula. Lá ele fica durante três dias e três noites, tempo onde ora e pede a misericórdia de Deus sobre sua vida. O peixe vomita-o na praia e então Jonas vai a Nínive. Prega ao povo, e este searrepende e Deus não mais castigará o povo e a cidade. Jonas fica revoltado com a misericórdia que Deus teve. Senta ao longe da cidade e fica a olhar. Dorme e Deus faz nascer uma planta sobre Jonas para dar-lhe sombra. Mas a planta não dura muito tempo, morrendo no dia seguinte, e Jonas mais uma vez, fica irritado: primeiro pela misericórdia de Deus e segundo pela planta que morreu.
Analisando todosos detalhes dessa narrativa, Peterson adverte a todos a não deixar o poder se tornar um deus, e aponta ao decorrer do livro todas as consequências advindas disso, mostra também que o caminho a Társis pode parecer ser perfeito e a carreira pastoral bem promissora, mas o que somos chamados a fazer é edificar as igrejas verdadeiramente, como Deus nos chama a fazer e não cuidar de uma comunidade quepareça ser “sem erros” ou “perfeita”, pois isso não existe e logo seremos tomados de uma grande frustação.
Ao decorrer do livro, Peterson traz à tona diversos assuntos relativos à vida ministerial, a saber: Não deixar que o poder suba á cabeça, vontade (mesmo oculta) de se tornar deus, abandonar a vida de oração (Askesis), os motivos equivocados para escolher um local de trabalho, envolvimentoexagerado que gera esgotamento, buscar uma carreira ao invés de buscar responder ao chamado, etc.
Eugene Peterson escreve este livro não só para pastores, mas também para aqueles que, de alguma forma, estão envolvidos na liderança de igrejas. Assim, o autor nos lembra “para quê” e “quem” nos chamou. Ressalta que o chamado deve ser o que nos motiva a caminhar e não o status de ser pastor. No trabalho,na mente e no coração dos pastores/líderes deve estar em primeiro e único lugar o amor a Deus e a vocação que Ele nos confiou.
Muitas vezes Deus nos deixa ir à “Társis” para que vejamos que lá não é o lugar onde Ele nos quer, mostrando assim Sua graça e tamb´´em seu juízo, para que nos coloquemos no lugar onde Ele nos quer.

3. Tese e/ou ideias centrais:
• O chamado de Deus é individual“Nem todos são chamados para ser pastor. Existem diversos ministérios na Igreja de Cristo. Entretanto, nós que fomos designados para a vocação pastoral, devemos compreender e aceitar a natureza e as condições de nosso trabalho, e não do trabalho de outro.” (PETERSON, 2006, p. 32)
• Deus nos chama para amar pessoas e ajudá-las a crescer na fé, e não para comandar um “negócio da fé”:
“Vi que erapossível ser pastor e não manipular pessoas em nome de Deus, era possível ser pastor e não comandar uma empresa religiosa.” (PETERSON, 2006, p. 115)
“A compaixão é um ministério essencial a comunidade de fé. Quando somos feridos, rejeitados, aleijados emocional e fisicamente, precisamos de auxílio, amor e cura de outra pessoa. Ajudar em nome de Jesus e supremamente importante.” (PETERSON, 2006,...
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