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3.3 EXPERIMENTAÇÃO APLICADA A PROGRAMAS DE SELEÇÃO DE VARIEDADES E MELHORAMENTO GENÉTICO PARTICIPATIVO DE MILHO
Juliana Bernardi Ogliari, Volmir Kist, Márcia Terezinha Eli, Henrique Viana e Silva, Antonio Carlos Alves e Walter Simon de Boef
Quando é iniciada uma discussão sobre experimentação, em comunidades que se propõem a realizar pesquisa participativa, a primeira pergunta a ser feita é: -Para que são conduzidos os experimentos? De um modo geral, os experimentos são conduzidos para atender perguntas que, normalmente, não são respondidas pela simples observação. Neste sentido, o experimento é uma ferramenta de pesquisa usada para responder questões não conhecidas, ou ainda, para testar princípios ou um conjunto de fatos a respeito de um assunto (hipótese), que podem serinterpretados e explicados a partir da experimentação. Assim como na pesquisa científica, a aplicação de técnicas e princípios experimentais também é imprescindível para o sucesso dos programas de pesquisa participativa, onde as investigações conduzidas por pesquisadores, agricultores e técnicos locais, são realizadas de forma acoplada às atividades de campo dos agricultores familiares. A complexidaderequerida para os desenhos experimentais será maior em condições heterogêneas de ambiente e à medida que a expressão das características de importância econômica, agronômica, ecológica, ou de qualquer outro atributo de interesse regional ou local, for mais afetada por tais variações. Este capítulo foi elaborado justamente com a finalidade de aprimorar o conhecimento em técnicas experimentais úteis para odesenvolvimento de um bom trabalho de ‘Manejo Comunitário da Biodiversidade’ (MCB), com ênfase na condução de programas de ‘Seleção Participativa de Variedades’ (SPV) e ‘Melhoramento Genético Participativo’ (MGP) de milho. Para tanto, inicialmente serão abordadas questões conceituais sobre os recursos genéticos manejados em programas de SPV e MGP pelo NEABio, bem como sobre técnicas experimentaisconsideradas essenciais para um bom planejamento dos experimentos de campo. A seguir, serão apresentados os três princípios da experimentação e os delineamentos experimentais mais comuns em programas de avaliação de milho. A partir da experiência adquirida pelo NEABio com a cultura do milho, o presente texto busca tratar de questões-orientadoras para agricultores-pesquisadores, técnicos locais eestudantes, que estejam envolvidos em programas participativos de MCB.

Recursos Genéticos Vegetais usados em Programas de Pesquisa Formal e Participativo de Milho
Em programas de ‘Avaliação e Recomendação de Cultivares’ (ARC), conduzidos pelo setor formal de pesquisa, comumente são efetuadas avaliações e comparações entre diferentes populações, em experimentos desenhados especificamente paracada etapa do processo. Os programas de ARC, em geral, envolvem a condução de ‘Ensaios de Introdução’ (EI), ‘Ensaios Preliminares’ (EP) e ‘Ensaios Regionais de Competição de Cultivares’ (ECC) (Figura 3.10),

conduzidos em diferentes anos e locais, segundo o ‘Zoneamento Agroclimático’ definido para cada cultivo. As populações avaliadas nesses experimentos, em geral, são produtos recentes geradospelos programas regionais de melhoramento genético. Além desses materiais, também podem ser incluídos nesses experimentos, os cultivares melhorados exóticos ou as variedades locais (VL) e crioulas (VC) (vide definiçções de VL e VC, no Boxe 1.1, Capítulo 1.1), mantidos em bancos de germoplasma estaduais, nacionais ou internacionais, ou ainda, variedades resgatadas diretamente do campo de cultivodos agricultores. Os materiais mais promissores, por sua vez, podem ser avaliados em diferentes sistemas de produção, a partir de experimentos denominados ‘Ensaios de Validação de Cultivares’ (EVC). Esses experimentos são conduzidos com a finalidade de responder quaisquer questões relacionadas ao potencial genético dos diferentes cultivares frente a fatores bióticos (doenças, pragas, associações...
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