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ELEMENTOS DETERMINATES NA CONSTITUÇÃO NEGADORA DO
SER SOCIAL













RESUMO: Neste texto, em formato de artigo, tenho a pretensão de explicitar, fundamentado na teoria marxiana e nas obras de autores vinculados à tradição marxista, quais as implicações em viver uma vida repleta de dimensões negadoras, alienada em diferentes modelos de objetivação - e; quais aspossibilidades de construir sociabilidades que resultem em sentidos de existir, de viver num mundo, em que, o reino da necessidade esteja subordinado ao mundo da liberdade.
Palavras Chaves: Alienação; Capitalismo; Reificação; Sociabilidade.





SUMMARY: In this paper, in an article, I have the desire to explain, based on Marxist theory and works of authors linked to the Marxist tradition,the implications of living a life full of dimensions negate, sold in different models of objectification - and, what are the possibilities to build sociability in ways that result to exist, to live in a world where the realm of necessity be subordinated to the realm of freedom.
      Keywords: Alienation, Capitalism, Reification, Sociability.








I - INTRODUÇÃO


“A reificação é arealidade imediata necessária para todo homem que viva no capitalismo”.
(George Lukács)


A alienação é uma “(...) forma específica e condicionada de objetivação” (NETTO, 1981, p.57) humana desde a constituição e desenvolvimento da sociedade primitiva. Na sociedade capitalista industrial homens e mulheres pertencentes a classe social proletária, exercitam suas atividades em condiçõesmateriais e espirituais que os colocam em situação alienada em relação aos produtos produzidos, bem como na realização de toda a objetificação do processo de trabalho. Estes dois momentos concretos leva-os a desenvolverem relações entre os próprios seres sociais também alienados. A alienação é uma atividade prática negativa da vida (Lebenstausserung) dos seres sociais e adquire manifestaçõesdiferenciadas no decorrer do desenvolvimento das sociedades em seus diferentes momentos históricos. Este fenômeno tem sua gênese na divisão social do trabalho e na constituição da propriedade privada. Neste artigo iremos desenvolver esta tese pautada nos conteúdos apresentados nas obras marxiana e da tradição marxista.
Karl Marx, vinculado organicamente com as expressões materiais, concretas, do seu tempopresente, inicia seus estudos, reflexões e indicações para desvendar a gênese das relações de produção e reprodução estabelecidas no cotidiano dos homens. Em sua obra - Manuscritos Econômicos e Filosóficos de 1844 -, apesar da sua juventude, sua posição teórica é clara, porém limitada, o que não autoriza afirmarmos que há dois momentos na elaboração teórica de Marx: o jovem e o velho Marx; o Marxdos textos juvenis e o Marx d’ O Capital. O que põe este autor na mesma linhagem em toda a sua vida de pesquisa e elaboração crítica textual é o seu objeto de pesquisa: o modo de produção capitalista. Neste momento histórico, 1844, a forma que trata este objeto tem elementos determinantes antropológicos, humanistas, porém, já encontramos pistas cêntricas para compreender o que iria desdobrar emsua vida de pesquisador, teórico e militante em defesa da construção de uma nova forma de constituição da sociabilidade humana.
Marx, ao tratar da aceitabilidade dos conceitos construídos pela Economia Nacional, afirma que “(...) o trabalhador torna-se uma mercadoria ainda mais barata à medida que cria mais bens. A desvalorização do mundo humano aumenta na razão direta do aumento de valor do mundodas coisas". (MARX, 1975a, p. 90)
Qual a diferença entre os economistas burgueses e Marx em 1844 ao abordarem a questão acima mencionada?
"A Economia Política parte do fato da propriedade privada; não o explica. Ela concebe o processo material da propriedade privada, como ocorre na realidade, por meio de fórmulas abstratas e gerais que, então, servem como leis. Ela...
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