India

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Escola Estadual Ari da Franca



Independência da
Índia

- Nome: Carlos Henrique de Oliveira - nº 8
- Turma: 302
- Professora: Marina
- Data de Entrega: 18 de outubro de 2011

Índia: da colônia à partilha
# O movimento pela independência
"Na luta justa que estalou desejamos combater/ Segundo o costumeantigo/Que só se lute com palavras, que só se combata com palavras." - Mahãbhãrata, epopeia hindu

O movimento pela independência da Índia no século XX centralizou-se na personalidade de Mohandas Karamchand Gandhi, chamado de Mahatma (o iluminado) por seus seguidores. Gandhi, um advogado de formação britânica, iniciou a mobilização do seu povo em favor da svaraj, a autonomia indiana, depois da 1ªGuerra Mundial, em 1919. Inspirado nas doutrinas orientais e em alguns escritores como Tolstoi e Thoreau, Gandhi optou por lutar contra o colonialismo por meios não violentos (ahimsa), apelando para a desobediência civil, para as greves, jejuns e ações de impacto, como sua marcha contra o imposto do sal realizada em 1930. Gandhi foi o único estadista do nosso século que lutou apenas com palavras enão com balas e pólvora.

A Liga Muçulmana, por sua vez, liderada por M.A. Jinnah, fundada em 1906, aceitou assinar um acordo - o Tratado de Lucknow, de 1916 - com o Partido do Congresso indiano, fundado em 1885, para somar esforços afim de também obter a independência. O tratado pavimentou o caminho para que, em 1920, O Movimento do Califado dos muçulmanos se unisse ao Movimento de nãocooperação de Gandhi. As relações entre muçulmanos e hindus, entretanto, sempre foram de desconfiança. Com a aproximação da independência, ao final da 2ª Guerra Mundial, os muçulmanos passaram a temer cada vez mais pelo seu destino como minoria numa Índia dominada pelos hindus. Cresceu então entre eles a ideia de formarem um país separado, o Paquistão.

# Apartilha da Índia
"onde o conhecimento é livre/ onde o mundo não se partiu fragmentado por loucos muros/ onde a límpida corrente da razão não se perdeu no árido deserto de areia habitado pela morte/ deixai-me despertar, meu Pai, neste lugar, neste céu de liberdade." - R. Tagore - Gitãnjali, 1912.

O governo trabalhista inglês, vitorioso nas eleições de 1945, acreditou ter chegado a hora deencerrar com o período imperial da Grã-Bretanha. Para tanto enviou à Índia Lord Mountbatten como vice-rei para negociar uma transição pacífica do domínio colonial com os representantes do povo indiano. O anúncio de que os ingleses estavam de partida e a excitação da liderança muçulmana fez com que se iniciassem matanças entre os seguidores das fés rivais. As regiões do Noroeste e do Nordeste encheram-sede gente chacinada. Trens inteiros carregavam mortos. Estima-se em mais de um milhão de vítimas na curta, mas mortífera guerra religiosa de 1947-8. Isto convenceu os próprios líderes indianos como Nehru, Patel e mesmo Gandhi, considerado o "pai da nação", da necessidade de aceitar a partilha da Índia. Muçulmanos e hindus mostraram ser impossível viver sob a mesma bandeira. Iniciava-se o queLapierre e Collins chamaram "o maior divórcio da história".

No próprio dia da independência, em 17 de agosto de 1947, deu-se a divisão. Os muçulmanos ficaram com duas regiões para si. Uma no noroeste e outra no nordeste do subcontinente. No vale do Indo formaram o atual Paquistão e no vale do Ganges, próximo a sua embocadura, formou-se o Paquistão Oriental (hoje Bangladesh). Foi uma infelicidadehistórica. Justo no momento em que conquistava arduamente a autonomia ocorria à secessão da Índia. Confirmaram-se, indiretamente, os antigos temores do poeta e místico Rabidranath Tagore, morto em 1941, de que os "loucos muros internos" poderiam vir também a desgraçar o seu país. Por ter aceitado a partilha, Gandhi foi assassinado em janeiro de 1948 por um nacionalista fanático.

Acordou-se em...
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