Independencia ou morte

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Independência ou morte!

Carlos Coimbra, 1972. Brasil
O ano era 1972 e o Brasil celebrava os 150 anos enquanto país independente. Eram tempos de regime militar e chegavam às salas de cinema doisfilmes que discutiam as figuras de alguns heróis construídos ao longo da nossa história. De um lado, Joaquim Pedro de Andrade lançava Os Inconfidentes, longa-metragem que conta com José Wilker nopapel de Tiradentes. Ali, o espectador é convidado a se enviesar pelo lado mais duro do processo sócio-político que culminou no surgimento do Estado independente. Esta seria a consequência de um projetodisputado por jovens idealistas, rapidamente contidos e torturados pelas forças repressoras da Coroa portuguesa. De outro, havia o filme Independência ou Morte! Dirigido por Carlos Coimbra,acompanhamos a vida e os obstáculos enfrentados por D. Pedro I - interpretado por Tarcísio Meira -, herdeiro de um trono europeu e transformado em Imperador de um jovem país americano.
Durante anos, a longametragem esteve presente em salas de aula e nas contínuas exibições das redes de TV, sempre que chegava o Sete de setembro. E ao nos dispormos a analisa-lo, seria muito simplório desancar a película porsuas limitações técnicas e, mais ainda, por suas omissões narrativas. A título de exemplo, basta dizer que em sua uma hora e 47 minutos de duração, Independência ou Morte! Não menciona sequer uma vezo fato de o Brasil ter mantido a instituição da escravatura. Vemos nas telas, obviamente, figurantes negros realizando o trabalho braçal, carregando pessoas, vendendo frutas e batendo açúcar emtachos. No entanto, nenhum dos personagens utiliza a palavra “escravo” ou “escravidão”, ou mesmo dirige-se aos atores negros. Vale destacar que a manutenção da escravatura foi, ao tempo da Independência,pomo da discórdia e cerne do projeto político vitorioso de Estado independente, sendo discutida amplamente na Assembleia Constituinte e na imprensa da época. Outra ausência é a da própria criação do...
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