Inclusao escolar

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  • Publicado : 17 de abril de 2013
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Inclusão Escolar: Pontos e Contrapontos
 

 Neste livro, as autoras abordam a questão da inclusão escolar, analisando-as com rigor científico suas diferentes formas de serem abordadas. 
     No diálogo que as autoras estabelecem, elas abordam pontos polêmicos e controvertidos, que vão desde as inovações propostas por políticas educacionais e práticas escolares que envolvem o ensino regular eespecial até as relações entre inclusão e integração escolar.

Parte I: Inclusão Escolar

            “Mais do que avaliar os argumentos contrários e favoráveis às políticas educacionais inclusivas, entre os pontos mais polêmicos está à complexa relação de igualdade - diferenças, que envolve o entendimento e a elaboração de tais políticas e de todas as iniciativas visando à transformação dasescolas, para se ajustarem aos princípios inclusivos de educação” (p. 16).

A questão da igualdade – diferença

            “A escola justa e desejável para todos não sustenta unicamente no fato de os homens serem iguais e nascerem iguais” (p. 17), mas sim tratar igualmente todas as pessoas, independente de sexo, etnia, origem, crença...
            “A diferença propõe conflito, o dissenso ea imprevisibilidade, a impossibilidade do cálculo, da definição, a multiplicidade incontrolável e infinita. Essas situações não se enquadram na cultura da igualdade das escolas, introduzindo nelas um elemento complicador que se torna insuportável e delirante para os reacionários que as compõem e as defendem tal como ela ainda se mantém. Porque a diferença é difícil de ser recusada, negada,desvalorizada, há que assimilá-la ao igualitarismo essencialista e, se aceita e valoriza, há que mudar de lado e romper com os pilares nos quais a escola tem formado até agora” (p. 18, 19).
            “A igualdade abstrata não propiciou a garantia de relações justas nas escolas. A igualdade de oportunidades, que tem sido a marca das políticas igualitárias e democráticas no âmbito educacional, tambémnão consegue resolver o problema das diferenças nas escolas, pois elas escapam ao que essa proposta sugere, diante das desigualdades naturais e sociais” (p. 19).
            Segundo Jacotot, “A igualdade não é um objetivo a atingir, mas um ponto de partida, uma suposição a ser mantida em qualquer circunstância. Há desigualdade nas manifestações da inteligência, segundo a energia mais ou menos grandeque a vontade comunica a inteligência para descobrir e combinar relações novas, mas não há hierarquia de capacidade intelectual” (p. 21, 22).
            “Mas é preciso estar atento, pois combinar igualdade e diferenças no processo escolar é andar no fio da navalha. O certo, porém, é que os alunos jamais deverão ser desvalorizados e inferiorizados pelas suas diferenças, seja nas escolas comuns,seja nas especiais” (p. 22).

Fazer valer o direito a educação no caso de pessoas com deficiência

            “Nosso sistema educacional, diante da democratização do ensino, tem vivido muitas dificuldades para equacionar uma relação complexa, que é a de garantir escola para todos, mas de qualidade. É inegável que a inclusão coloca ainda mais lenha na fogueira e que o problema escolarbrasileiro é dos mais difíceis, diante do número de alunos que temos que atender das diferenças regionais, do conservadorismo das escolas, entre outros fatores” (p. 23).
            “A inclusão escolar tem sido mal compreendida, principalmente no seu apelo a mudanças nas escolas comuns e especiais. Sabemos, contudo, que sem essas mudanças não garantiremos a condição de nossas escolas receberem,indistintamente, a todos os alunos, oferecendo-lhe condições de prosseguir em seus estudos, segundo a capacidade de cada um, sem discriminações nem espaços segregados de educação” (p. 23).
            “Precisamos de apoio e de parcerias para enfrentar essa tarefa de todos que é ensino de qualidade. Temos sofrido muita oposição e resistência dos que deveriam estar nos apoiando. Falta vontade de mudar”...
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