Inclusão social x sustentabilidade

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  • Publicado : 26 de junho de 2011
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hyA INCLUSÃO SOCIAL POSSÍVEL...
1.INTRODUÇÃO
A necessidade de se promover projetos de inclusão social – especialmente em países do terceiro mundo, como o Brasil – é notória e carece de quaisquer justificativas mais elaboradas. É notória porque o conjunto de carências a que está exposta boa parte da população permite refletir, seriamente, por qual dos problemas começar ou, ainda, em que ladoda exclusão estão as facetas mais ou menos cruéis.
Um exemplo disso é a questão educacional. Na década de 90 houve um esforço de se colocar crianças no ensino fundamental... no entanto, todos os testes, sejam nacionais ou internacionais, apontam que estas crianças não obtiveram um ensino minimamente de qualidade. Não se questiona o acerto do esforço de se colocar tais crianças paraestudar...muito melhor que estejam nas escolas.  Mas, a reflexão que se quer obter é se o processo nas quaihs as mesmas foram envolvidas, seria uma inclusão real ou meramente um dado estatístico capaz de amenizar dores de consciência da sociedade?

Fonte: http://www.webartigos.com/articles/4796/1/A-Inclusao-Social-Possivel/pagina1.html#ixzz1Q5wr5cKx
UM OLHAR NA INCLUSÃO SOCIAL.
Os vários projetos deinclusão social parecem possuir a estigma da crítica: muitas vez demoram anos em discussões intermináveis e, outras vezes, após implantados recebem as mais variadas críticas quanto à eficiência ou eficácia dos mesmos.
Um indicativo disso são os grandes projetos nacionais, como o da alfabetização (MOBRAL) – do qual sempre se comentou que criou um sem número de analfabetos que sabiam tão somente  assinaros próprios nomes.
Henrique Rattner comenta que "Os programas oficiais e das ONGs encaram o problema da exclusão de modo parcial, privilegiando ora a geração de renda (bolsa de escola, cesta básica etc.), ora a questão de emprego via frentes de trabalho, particularmente no Nordeste flagelado pelas secas recorrentes. Nenhum desses programas atinge o objetivo de inclusão social, no sentido mais latoe profundo da palavra, por omitir a dimensão central do fenômeno – a perda de auto-estima e de identidade de pertencer a um grupo social organizado.". Para este autor a questão está muito além do fornecimento de qualquer ajuda material do tipo paternalista, pois envolve um dado mais profundo: a questão cultural. O indivíduo precisa ter acesso a outros fatores como faclidades culturais, moradiadecente, etc.
Por mais que se ajude um determinado indivíduo, será que o mesmo não carregará o estigma – sempre – do incapaz? Apesar de não sentir fome, será que ele estará satisfeito em saber que o provimento não partiu de seu próprio esforço? O conceito judaico-cristão da importância e dignificação do trabalho certamente é um condicionamento difícil de ser superado.
Márcia Anita Sprandel refleteque "Setores governamentais e da sociedade civil que coordenam e implementam programas de transferência de renda estão convencidos da necessidade de manutenção destas políticas para socorrer a população mais vulnerável, mas têm admitido que, mesmo vinculados à educação, estas dificilmente serão capazes de realizar plenamente a inserção social e a emancipação da população atendida.". A questão éposicionada de forma que o atendimento meramente emergencial da população necessitada não garante uma inserção verdadeira. Iniciativas mais profundas precisam ser tomadas para que o povo brasileiro menos favorecido não seja objeto de eternas campanhas tipo "mate a sua fome para inglês ver".
A Profa. Sofia Galvão Baptista, da Universidade de Brasília, analisa um outro tipo de programa de inclusão,o digital. É o acesso às conquistas da informática às camadas mais pobres da população. Contudo, conclui que  "No Brasil, não é viável enfrentar a inclusão digital sem levar em conta o alto analfabetismo. Embora o país conte com a participação de vários segmentos da sociedade, os recursos governamentais ainda são insuficientes. Sem contar que os recursos humanos também são escassos, pois os...
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