Inclusão escolar: perspectivas e desafios

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  • Publicado: 30 de junho de 2011
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INTRODUÇÃO

Atualmente discute-se a construção de uma sociedade inclusiva que garanta, a todos, acesso contínuo ao espaço comum da vida em sociedade. Sociedade essa, que deve estar orientada por relações de acolhimento à diversidade humana, de aceitação das diferenças individuais, de esforço coletivo na equiparação de oportunidades de desenvolvimento, com qualidade em todas as dimensões davida.

A sociedade inclusiva reconhece todas as pessoas como livres, iguais e com direito de exercer a sua cidadania, dando oportunidades para que cada pessoa seja autônoma e auto determinada.

Na educação não é diferente. Sua função é desenvolver uma pedagogia centrada na criança, capaz de educar a todas sem discriminação, respeitando suas diferenças; uma escola que dê conta dadiversidade das crianças e ofereça respostas adequadas às suas características e necessidades, sempre solicitando apoio de instituições quando se fizer necessário. É uma meta a ser perseguida por todos aqueles comprometidos com o fortalecimento de uma sociedade democrática mais justa e solidária.

A educação especial possui os mesmos objetivos da educação regular, uma vez que ambas devemproporcionar ao aluno a formação necessária para o desenvolvimento de suas potencialidades, auto-realização, qualificação para o trabalho e preparo para uma vida com dignidade.

Para que a escola seja inclusiva, precisa ser mais democrática, deixando apenas de cumprir normas estabelecidas e transformando-se num espaço de decisão, ajustando-se ao seu contexto real e respondendo aos desafios que seapresentam.

A escola hoje tem que ser vista como um espaço de todos e para todos, buscando alternativas que garantam o acesso e a permanência de todas as crianças e adolescentes no seu interior.

Esta pesquisa centraliza-se na necessidade de investigar a produção teórica sobre as diversas indagações relativas à inclusão social.

A metodologia utilizada foi de pesquisabibliográfica. As obras analisadas de vários autores forneceram suporte básico para a realização do objetivo proposto.

Optou-se por esta técnica de pesquisa por possibilitar uma ampla dimensão teórica da análise realizada, para o cumprimento do objetivo desta pesquisa.

Esta pesquisa está apresentada em quatro capítulos:

No primeiro capítulo, procura-se fazer um levantamento históricosobre a inclusão social, e uma breve conceitualização.

No segundo capítulo, faz-se uma abordagem sobre a integração e a exclusão social.

No terceiro capítulo, ressalta-se o direito á educação.

O quarto capítulo é baseado nas perspectivas e nos desafios que acompanham a inclusão social. Finalizando, com uma breve consideração final.

1- UM CAMINHO A PERCORRER

1.Histórico do Trabalho Inclusivo

Até o século XV

Crianças deformadas eram jogadas nos esgotos da Roma Antiga. Na idade Média, deficientes encontravam abrigo nas igrejas, como o Quasimodo do livro “O Corcunda de Notre Dame”, de Victor Hugo, que vivia isolado na torre da catedral de Paris. Na mesma época, os deficientes ganham uma função: bobos da corte. Martinho Lutero defendia quedeficientes mentais eram seres diabólicos que mereciam castigos para ser purificado.

Do século XVI ao XIX

Pessoas com deficiências físicas e mentais continuam isoladas ao resto da sociedade, mas agora em asilos, conventos e albergues. Surge o primeiro hospital psiquiátrico na Europa, mas todas as situações dessa época não passam de prisões, sem tratamento especializado nem programaseducacionais.

Século XX

Os portadores de deficiências passam a ser vistos como cidadãos com direitos e deveres de participação na sociedade, mas sob uma ótica assistencial e caritativa. A primeira diretriz política dessa nova visão aparece em 1948 com a Declaração Universal dos Direitos humanos. “Todo ser humano tem direito à educação”.

Anos 60

Pais e parentes de pessoas...
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