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‘Impressionismo’: 85 (belos) motivos para ir à mostra no CCBB Cláudia Amorim
Um passeio pela maior exposição do ano, que faz um panorama sobre a arte de Monet, Gauguin e outros mestres do movimento. Neste fim de semana ela ficará aberta por 36 horas

RIO - No primeiro dia da exposição “Impressionismo: Paris e a modernidade”, desde terça-feira em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil,profissionais de arte, donas de casa, alunos da rede pública que moram bem longe do Centro e gente que nunca tinha ido ao CCBB dividiam espaço com outros tantos visitantes de perfis bem diferentes. Na quarta, a procura foi ainda maior, e a fila chegou a 40 minutos de espera. O motivo para o CCBB ter virado o centro das atenções na cidade são as obras de Pierre-Auguste Renoir, Paul Gauguin, HenriDe Toulouse-Lautrec, Edgar Degas, Claude Monet, Edouard Manet, Vincent Van Gogh, Paul Cézanne e outros artistas impressionistas e pós-impressionistas que podem ser vistas ali, até 13 de janeiro, graças a parte importante — formada por 85 peças — do acervo do Museu d’Orsay que veio de Paris pela primeira vez para a América Latina.
— Tivemos que construir uma reserva técnica, uma salacontroladíssima, algo de que nunca precisamos antes, para receber e aclimatar as obras — conta Marcelo Mendonça, gerente do CCBB Rio, que, acostumado com os hábitos do público que frequenta a instituição, insistiu para que a rotunda do prédio abrigasse uma cenografia para atender aos que fazem questão de levar fotos como lembrança de que estiveram no “d’Orsay carioca”.

Fotos em Paris
Os painéis instalados narotunda do CCBB recriam quatro espaços do Museu d’Orsay. A ideia é que o visitante tire uma foto cujo fundo dê a impressão de que está de fato lá na França. Mas o curioso é que o ambiente parisiense leva a assinatura de brasileiros. Além de a arquiteta Virgínia Fienga, que criou a cenografia, ser a responsável pelo novo projeto do d’Orsay, os ambientes reproduzidos são duas salas, a galeria deesculturas e o novo café do museu, reformado ano passado, que agora tem design de outros brasileiros: os irmãos Campana.

Mostra que vale milhões
Para se ter uma ideia do tamanho da empreitada, o projeto começou há dois anos, custou R$ 11 milhões, está sendo anunciado como o maior da história do CCBB e envolve requintes — além de cuidados cirúrgicos com temperatura, iluminação e manuseio — como otransporte das telas em dias (e voos) diferentes, para minimizar o risco de perda, caso algo dê errado na operação de logística, cujos detalhes são mantidos em sigilo.
Fora as pessoas que são mobilizados em operações de transporte, por exemplo, a equipe diretamente envolvida na montagem tem 200 profissionais trabalhando há seis meses e inclui engenheiros, restauradores e conservadores, entrefranceses e brasileiros.

Ao brasileiro, com carinho
A exposição foi feita sob medida para o CCBB. Marcelo Mendonça acredita que a diversidade de público que frequenta o centro cultural, considerado a 16ª instituição do ramo mais visitada em todo o mundo, contribuiu para que o d’Orsay embarcasse no projeto.
— Levando em conta a história do Brasil, pensamos no que interessa ao país — diz o diretordo Museu d’Orsay, Guy Cogeval, que ficou impressionado com as filas de mais de quatro horas que o público enfrentou para ver a mostra em São Paulo.
Lá, os impressionistas foram vistos por 320 mil pessoas. Além de Cogeval, Caroline Mathieu, conservadora-chefe do d’Orsay, e Pablo Jiménez Burillo, diretor geral do Instituto de Cultura da Fundación Mapfre, assinam a curadoria da mostra.

Ordem eprogresso
A mostra é dividida em seis módulos. Entre os primeiros quadros, sobre as mudanças trazidas pelo progresso à capital francesa, há o famoso Monet, de 1877, que retrata a estação de trem Saint-Lazare. Outra estação ferroviária, pintada por Henri Ottmann em 1903, dá destaque aos trilhos na composição do quadro “A estação Luxembourg em Bruxelas”.
Na mesma sala, outro Monet representa “As...
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