Imperialismo

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O Imperialismo-fase superior do Capitalismo,V.I.Lênin
O desenvolvimento do capitalismo e sua tendência para a concentração da produção e do capital em grandes
empresas que engolem as menores, engendrou na segunda metade do séc. XIX, sua fase mais avançada e
superior:o Imperialismo,que tem como características principais a formação dos monopólios nos diversos ramos da
economia,a dominação daoligarquia financeira(bancos e capital industrial),o acirramento de uma disputa entre os
paises imperialistas pela hegemonia na Europa,a partilha do mundo entra as associaç ões de capitalistas,e a partilha
do mundo entre as grandes potências (neocolonialismo). Lenin analisa que o modo de produção capitalista passou
por importantes transformações no final do século XIX, primeiro desenvolveu -sesob as determinações do
desenvolvimento dos cartéis, depois os cartéis passaram a fazer parte da economia, como elementos inelimináveis
que estruturavam a base econômica da sociedade. Os cartéis seguram ainda para uma nova fase, que era a fase dos
monopólios:
Inicia-se uma transformação profunda com o craque de 1873, ou, mais exatamente, com a depressão que se lhe
seguiu e que - com uma pausaquase imperceptível em princípios da década de 1880 e com um ascenso
extraordinariamente vigoroso, mas breve, por volta de 1889 - abarca vinte e dois anos da história econômica da
Europa.» «Durante o breve período de ascenso de 1889 e 1890 foram utilizados em grande escala os cartéis para
aproveitar a conjuntura. Uma política irrefletida elevava os preços ainda com maior rapidez e em maiorespropor ções
do que teria acontecido sem os cartéis, e quase todos esses cartéis pereceram ingloriamente, enterrados «na fossa
do craque». Decorrem outros cinco anos de maus negócios e preços baixos, mas já não reinava na indústria o estado
de espírito anterior: a depressão não era já considerada uma coisa natural, mas, simplesmente, uma pausa antes de
uma nova conjuntura favorável.
Durante asprimeiras fases de desenvolvimento dos cartéis, ao mesmo tempo em que se desenvolvia a partilha do
mundo entre as potencias, os atritos mesclavam -se com períodos de possíveis equilíbrios temporários. A primeira
fase do imperialismo é uma corrida de velocidades. A determinação era instalar -se no Maximo de territórios possíveis
para conseguir mercados e vantagens comerciais. A segunda fase équando o mundo já foi partilhado. A partilha
reflete equilíbrio conjuntural de forças, mudando-se as relações políticas e o equilíbrio econômico -politico, muda-se a
distribuição das colônias. Muda-se os donos. (ligar com a relação entre os bancos e as industriais.) A segunda fase,
determinadas por nichos de colonização, combina-se com a fusão do capital industrial com o capital bancário, queforma o capital financeiro e o imperialismo propriamente dito, que busca sempre invadir novos nichos de mercados,
destruindo frações mais fracas do capitalismo. A primavera árabe é um exemplo de uma crise que se desdobra no
terreno econômico e se desdobra na superestrutura política. Inicialmente o imperialismo era apenas uma forma
política, depois torna-se uma forma de existência, um modusoperandi do capitalismo.
E o movimento dos cartéis entrou na sua segunda época. Em vez de serem um fenômeno passageiro, os cartéis
tornam-se uma das bases de toda a vida econômica; conquistam, uma após outra, as esfera s industriais e, em
primeiro lugar, a da transformação de matérias-primas. Em princípios da década de 1890, os cartéis conseguiram já,
na organização do sindicato do coque que serviude modelo ao sindicato hulheiro, uma tal técnica dos cartéis que,
em essência, não foi ultrapassada. O grande ascenso de fins do século XIX e a crise de 1900 a 1903 decorreram já
inteiramente, pela primeira vez - pelo menos no que se refere às indústrias mineira e siderúrgica - sob o signo dos
cartéis. E se então isso parecia ainda algo de novo, agora é uma verdade evidente para a opinião...
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