Immanuel kant

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Departamento de Filosofia
Introdução à Filosofia
Trabalho para Aferição de Grau (G2)











Marc-Henrik Werner e Diego Mello




Mito e Filosofia



ÍNDICE


1. Biografia

2. A Filosofia Kantiana

a. Menoridade Humana

b. Filosofia Kantiana em linhas Gerais

c. Filosofia da Estética

d. Filosofia da Moral


3. BibliografiaImmanuel Kant





1. Biografia

Nascido em Königsberg, cidade prussiana na época – hoje alemã –, em 22 de abril de 1724, Kant foi filho de pai comerciante de origem escocesa. Sua mãe vivera a vida como dona de casa. Desde cedo recebeu educação profundamente pietista e cursou na Universidade de Königsberg Filosofia e Matemática. Nessa mesma cidade Kant viveudurante toda a sua vida, levando uma rotina monótona e pontual, dedicando-se inteiramente aos estudos filosóficos. Em momento posterior, Kant chegaria a lecionar a Filosofia na mesma Universidade de Königsberg na qual se formou. O pensador passou sua inteira vida na mesa cidade, sendo conhecido personagem local. Kant faleceu em 12 de fevereiro de 1804, na cidade da qual nunca saiu.

Sua obra é,comumente, dividida em dois períodos distintos: o pré-crítico e o crítico. No primeiro, cuja duração vai até 1770, é o da Filosofia Dogmática, influenciada em sua profundeza pelos pensadores Leibniz e Wolf, onde apresenta pela primeira vez sua célebre hipótese cosmológica da "nebulosa" para explicar a origem e evolução do nosso sistema solar e procura mostrar que Deus existe partindo da ordem e dabeleza do universo.

O segundo período, que é o crítico, corresponde ao despertar do "sono dogmático", influenciado pelo pensador Hume, principalmente. Escreve então obras como a Crítica da Razão Pura, Crítica da Razão Prática e Critica da Faculdade de Julgar, nas quais questiona a construção de um sistema metafísico antes de se estabelecer os limites da capacidade cognitiva humana paraconhecer as coisas. A faculdade de conhecer tem uma função activa no processo do conhecimento. Este não representa as coisas como são em si mesmas, mas sim como são para nós. A realidade em si é incognoscível, tal como Deus. Esta teoria irá permitir a Kant fundamentar o dualismo "coisa em si" e o "fenómeno" (o que nos é dado conhecer). Concepção que irá ter profundas repercussões na filosofia até aosnossos dias.

Kant era pacifista convicto, adepto aos ideais de Independência e Liberdade, inspirando-se muito na Independência Americana e Revolução Francesa.

2. A Filosofia Kantiana

a. A Menoridade Humana e o Esclarecimento Kantiano

Para o filósofo alemão, o Esclarecimento pode ser definida como a saída do homem de sua menoridade, na medida em que esta saída possibilita ao homem a falarem nome próprio. A saída da menoridade é, por tanto, uma condição moral dos homens, sem a qual vivem guiados e adestrados pelos outros (entes sociais e religiosos, por exemplo) que são capazes. Kant acredita que é dever do homem de falar em nome próprio.

Muitos, porém, por comodismo, oportunismo, medo de se arriscar e até mesmo pela preguiça, preferem não sair da menoridade – é mais fácil ecômodo deixar outra pessoa tomar conta dos próprios atos. Neste sentido, as autoridades, que através do medo e constrangimento (como religiões, por exemplo) mantém seus subordinados na desejável condição de menoridade, para que se mantenham submissos e não questionem procedimentos das autoridades, são profundamente criticadas por Kant, cuja concepção de moral depende intrinsecamente da condição desaída da menoridade dos homens.

E aqueles que por conformismo e preguiça permanecem na menoridade, são duramente atacados por Kant, tendo em vista que afrontam diretamente sua concepção moralista. Esses se encontram na condição da “Menoridade Auto-Imposta”, vez que não se preocupam em buscar a autonomia dos atos. A idéia é de que todos podem potencialmente esclarecer-se, mas poucos apenas...
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