Immanuel kant

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IMMANUEL KANT
Königsberg, 1724 - 1804
Immanuel Kant nasceu, estudou, lecionou e morreu em Koenigsberg. Jamais deixou essa grande cidade da Prússia Oriental.
Kant sofreu duas influências contraditórias: a influência do pietismo, protestantismo luterano de tendência mística e pessimista (que põe em relevo o poder do pecado e a necessidade de regeneração), que foi a religião da mãe de Kant e devários de seus mestres, e a influência do racionalismo: o de Leibnitz, que Wolf ensinara brilhantemente, e o da Aufklärung (a Universidade de Koenigsberg mantinha relações com a Academia Real de Berlim, tomada pelas novas idéias). Acrescentemos a literatura de Hume que "despertou Kant de seu sono dogmático" e a literatura de Russeau, que o sensibilizou em relação do poder interior da consciênciamoral.
As obras de Kant costumam distribuir-se por três períodos, denominados pré-crítico, crítico e pós-crítico. O primeiro momento corresponde à sua filosofia dogmática, à sua aceitação da metafísica racionalista, na peugada de Leibniz e de Wolff. No segundo período escreve as suas obras mais conhecidas e influentes: Crítica da Razão Pura, Crítica da Razão Prática e a Crítica do Juízo. Alémdestas grandes obras, Kant publica diversos estudos e opúsculos. Pelo vigor e originalidade do seu pensamento e pela sua influência sobre o pensamento filosófico, Kant é justamente considerado um dos filósofos mais notáveis da cultura ocidental.
Ética e Política
A ética de Kant foi considerada, durante muito tempo, como expoente da ética iluminista. O filósofo alemão foi um típico representante doiluminismo. Acreditava no poder da razão e na eficácia da reforma das instituições. O seu otimismo foi tal que chegou a afirmar que a paz perpétua estaria assegurada quando todos os países fossem repúblicas. Na sua obra Crítica da Razão Prática, Kant procura responder à questão: que forma deve um preceito assumir para ser reconhecido como moral? "Kant aborda esta questão a partir de uma asserçãoinicial de que nada é incondicionalmente bom, exceto a boa vontade. A saúde, a riqueza, o intelecto, são bons apenas quando são bem usados. Mas a boa vontade é boa; brilha como uma jóia preciosa... O único motivo da boa vontade é cumprir o seu dever pelo dever. O que quer que ela procure fazer, faça-o porque esse é o seu dever".
Para Kant, o homem está constantemente a ser colocado à prova nosentido de ter de escolher entre as suas inclinações e o cumprimento do dever. A obediência à lei impõe-se acima de todas as coisas. Quando Kant se refere à lei não está a afirmar que se deve, em todas as circunstâncias, respeitar as leis positivas. Está, isso sim, a afirmar que o dever obriga ao cumprimento da Lei Moral. A Lei Moral não tem efetivamente conteúdo, se as pessoas não derem garantia deque cumprem as promessas, deixa de ter qualquer sentido fazer uma promessa, porque termina a confiança entre as pessoas. Sendo uma expressão puramente formal, limita-se aos contornos do imperativo categórico. O imperativo categórico vem a ser o dever de agir na conformidade dos princípios que se quer que sejam aplicados por todos os seres humanos.
Esse formalismo da ética kantiana tem sidovisto, por uns, como a expressão da vitória da razão e da autonomia do agente cognoscitivo e, por outros, como uma posição carregada de esterilidade que permite, na verdade, integrar todas as posições e condutas.
Na Crítica da Razão Prática, Kant considera que a religião se baseia, não na ciência e na teologia, mas sim na moral. Mas para isso a base moral da religião deve ser absoluta e não derivadada experiência sensorial ou da dedução. É preciso encontrar uma ética universal e necessária. "Os princípios a priori da moral são absolutos e certos como os da matemática. Devemos mostrar que a razão pura pode ser prática, isto é, pode por si mesma determinar a vontade, independentemente de qualquer coisa empírica e que o senso moral é inato e não derivado da experiência. O imperativo moral...
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