Igreja Medieval

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A igreja no século XXI
A moral e os costumes, a arte e a ciência, a política e até a economia, toda a bagagem cultural que a humanidade carrega hoje foi tocada e, frequentemente, moldada pelo cristianismo. Não houve na história personagem mais influente do que o pregador que se dizia filho de Deus. Seus ensinamentos e a religião fundada em seu nome triunfaram por vinte séculos, enfrentando evencendo crises com uma força que para os fiéis só pode ter inspiração divina. O primeiro obstáculo apontado não é novo, e nunca deixará de espreitar a cristandade em qualquer época e local: a chamada secularização, ou seja, fenômeno pelo qual as crenças e instituições católicas deixam de pertencer a uma esfera puramente religiosa para ganhar contornos leigos, e, muitas vezes, filosóficos. A históriacristã apresenta diversos exemplos concretos de secularização, da tomada dos bens da Igreja pela nobreza alemã protestante no século XVI até a pregação dos líderes da Teologia da Libertação no Brasil dos anos de 1960, quando a religião foi usada na formulação de teorias sociopolíticas. Num sentido mais genérico, a secularização que preocupa o Vaticano é a tendência que as pessoas têm de ignoraros ensinamentos da Igreja. É comum encontrar fiéis que querem ser bons católicos sem ter de seguir à risca cada um dos ditames dos padres e sacerdotes. Afirmam-se cristãos convictos ao mesmo tempo em que usam métodos anticoncepcionais, fazem aborto ou casam-se e divorciam-se ininterruptamente, por exemplo. Soma-se a este problema interno as pressões exercidas por boa parte da sociedade ocidental -católicos e não católicos – para que a Igreja se modernize, seja mais coerente com situações corriqueiras nos dias de hoje. No passado, o Vaticano afastou as mulheres do sacerdócio e proibiu os padres de se casarem. Atualmente, isso começa a parecer para muitos devotos um dogma que engessa a fé em regulamentos ultrapassados. O fim do celibato clerical já chegou a ser apontado como uma saída paraevitar escândalos como o dos padres pedófilos.
Há ainda os pedidos de aceitação do casamento gay, já legalmente realizado em alguns países. Dentro do catolicismo, a questão que não tem, ao menos hoje, muitas perspectivas de ser resolvida em breve. Como se não bastasse o efeito provocado no catolicismo por estas questões contemporâneas, a Igreja ainda se vê às voltas com o complexo desafio demanter a unidade da doutrina cristã ao mesmo tempo que faz aberturas na direção de outras crenças. A bandeira do ecumenismo nunca foi tão levantada dentro e fora do Vaticano, o que levou o clero romano a repensar sua postura sobre o tema durante o século XX. O ambiente de ampla liberdade religiosa que predomina na maioria dos países cristãos permitiu que o islã construísse uma de suas maiores mesquitasem plena Roma dos santos e dos papas. As recentes Diretrizes da ação evangelizadora da Igreja do Brasil propõem evangelizar participando da construção de uma sociedade justa e solidária.

Fundamentos para igreja exercer missão política
A Igreja sente como seu dever e direito estar presente neste campo da realidade porque o cristianismo deve evangelizar a totalidade da existência humana,inclusive a dimensão política.
Na Conferência de Puebla em 1979, os bispos afirmavam que a dimensão política, constitutiva do homem, representa um aspecto relevante da convivência humana e possui um aspecto englobante, porque tem como fim o bem comum da sociedade.
No entanto, os Bispos fazem algumas distinções significativas para o exercício de sua missão profética no campo da política. Valorizam aPolítica em seu sentido amplo, que atinge os valores fundamentais de toda a comunidade humana; definem, também os meios e a ética das relações sociais. Neste sentido, a Igreja contribui para promover os valores que devem inspirar a política, interpretando as aspirações dos povos, especialmente os anseios daqueles que a sociedade tende a marginalizar.

Os Bispos também vêem a política como...
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