Identidade cultural na baixada fluminense: uma análise antropológica a partir do documentário - "na baixada não tem mar".

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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO DE JANEIRO.
CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM PRODUÇÃO CULTURAL

RODRIGO DIAS MENDES

O ACESSO DO NEGRO ÁS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS: UMA REALIDADE DE POUCOS

IFRJ – NILÓPOLIS
2012



Monografia apresentada á coordenação do Curso Superior de Tecnologia em Produção Cultural, como cumprimento parcial das exigências para aconclusão da disciplina de Cultura Afro- Brasileira.

Orientadora: Prof.ª Dra. Fernanda Delvalhas Piccolo

IFRJ – NILÓPOLIS
1º SEMESTRE/2012



DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho aos meus pais e irmãos por terem me ajudado nesta difícil caminhada. A todos os docentes do IFRJ – Nilópolis que nestes quase quatro anos que estudei nesta instituição de ensino contribuíram para que eutivesse um olhar aprofundado sobre a cultura e crescesse profissionalmente.



AGRADECIMENTOS

Em primeiro lugar, agradeço a Deus por todas as vitórias alcançadas e obstáculos superados. Chegar até aqui, não foi fácil, mas consegui atingir mais um objetivo na minha vida, concluir a Faculdade. É um motivo de orgulho para minha família, através da conclusão do curso estouconseguindo mudar a história dela. Não poderia deixar de me lembrar de todos os docentes do CST em Produção Cultural do IFRJ- Nilópolis que contribuíram para que eu tivesse o desejo de dar continuidade a minha vida acadêmica. A minha orientadora, professora e tutora Fernanda Delvalhas Piccolo em especial por ter me proposicionado um olhar mais abrangente sobre a cultura na Baixada Fluminense. Aos amigos queconquistei ao decorrer destes anos que passei nesta Universidade e aos meus pais e irmãos que são meus alicerces, sem eles não estaria aqui.












A MÃO DA LIMPEZA

O branco inventou que o negro
Quando não suja na entrada
Vai sujar na saída, ê
Imagina só
Vai sujar na saída, ê
Imagina só
Que mentira danada, ê
Na verdade a mão escravaPassava a vida limpando
O que o branco sujava, ê
Imagina só
O que o branco sujava, ê
Imagina só
O que o negro penava, ê
Mesmo depois de abolida a escravidão
Negra é a mão
De quem faz a limpeza
Lavando a roupa encardida, esfregando o chão
Negra é a mão
É a mão da pureza
Negra é a vida consumida ao pé do fogão
Negra é a mão
Nos preparando a mesa
Limpando as manchas do mundocom água e sabão
Negra é a mão
De imaculada nobreza
Na verdade a mão escrava
Passava a vida limpando
O que o branco sujava, ê
Imagina só
O que o branco sujava, ê
Imagina só
Eta branco sujão
(Gilberto Gil)


















“Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda.”
(Paulo Freire)SUMÁRIO

CAPÍTULO 1 – Introdução
CAPÍTULO 2 – Contextualização Histórica
2.1 – A escravidão negra no Brasil
2.2 - Trajetória escolar do negro: Da educação infantil a Universidade
CAPÍTULO 3 – As dificuldades passadas pelos negros até a chegada a Universidade
3.1 – A decisão de fazer uma Universidade
3.2 – A luta pela vaga/ O Vestibular
CAPÍTULO 4 – Opreconceito e as cotas raciais
4.1 – Vivendo em um “mundo de brancos”
4.2 – Cotas nas Universidades
CAPÍTULO 5 – Considerações Finais
CAPITULO 6 – Referências Bibliográficas








RESUMO__________________________________________

Este trabalho tem como objetivo apresentar uma discussão a cerca do acesso do negro as Universidades Brasileiras: Uma realidadede poucos, realizando um panorama histórico da época da escravidão brasileira, fato marcante para a população brasileira, relatando sobre a trajetória do negro desde a educação infantil até a chegada a Universidade.
Além das dificuldades que o negro encontra em se manter nestas Universidades, o que o motivou para a realização de uma Faculdade, o preconceito sofrido por eles ao...
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