Horario de trabalho e suas vertentes

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07/03/2012 15h00 - Atualizado em 07/03/2012 15h00
Um em cada 5 profissionais já ficou doente por trabalhar demais, diz Ipea
Pesquisa analisou percepção dos trabalhadores sobre o emprego.
Cerca de 45,6% não se desliga totalmente das atividades durante a folga.

Do G1, em São Paulo
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Segundo pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgada nestaquarta-feira (7), pelo menos um em cada 5 profissionais, ou 17,3%, já sofreu algum tipo de doença ou acidente por causa do excesso de trabalho. Entre os trabalhadores subordinados formais, o índice chegou a 17,7%. A pesquisa "A percepção dos trabalhadores sobre intensidade e exigências no ambiente de trabalho" traz informações sobre a relação da intensidade do trabalho e o tempo livre entre a populaçãoeconomicamente ativa do país.

Ainda segundo o estudo, 45,6% dos entrevistados não conseguem se desligar totalmente do trabalho durante o período de folga. Desse índice, 26% afirmaram que ficam de prontidão, pois podem ser acionados para alguma atividade.

A pesquisa foi feita em outubro de 2011 e ouviu 3.709 pessoas em todo o país, sendo 52,4% homens e 47,6% mulheres. Segundo o documento, 34,11%dos entrevistados são trabalhadores autônomos, 45,97% subordinados formais e 19,92% subordinados informais. Os setores captados ficaram divididos da seguinte forma: serviços (45,27%), comércio (30,82%), indústria (8,17%), construção civil (6,9%), administração pública (6,9%) e agricultura e pecuária (2,03%).

O objetivo do levantamento é detectar a percepção sobre a intensidade do trabalho etempo livre entre a população economicamente ativa no país no momento em que o mercado mostra dinamismo, com queda na taxa de desemprego e aumento da formação da mão de obra.

O relatório foi dividido em quatro áreas: relação com a atividade exercida, jornada de trabalho, exigências de capacidade e cobranças e intensidade do trabalho.

Do total dos entrevistados, 41% afirmaram que exercem umaatividade que escolheram por interesse profissionais, 26% dependem da ocupação para sobreviver, 18,4% consideram a atividade transitória até conseguir algo melhor, 5,9% atuam para manter o negócio da família, 4,7% por engajamento político e 3,1% para ocupar o tempo livre.
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Jornada
A maioria dos entrevistados, 58,5%, afirmou que exerce horário fixo, 30,5% tem horário flexível determinado pelo empregador e 11% tem horário flexível definido pelo empregador. O percentual de trabalhadores com horário fixo chegou a 83,3% entre os subordinados formais.

Sobre o horário de almoço, 40,5% disseram que utilizam o período para descansar oucochilar, 27% apenas almoçam e voltam para o trabalho, 12,1% resolvem questões pessoais, 11,6% não tem previsão de horário para almoçar, 4,2% nunca tem tempo para almoçar, 2,3% estudam ou leem e 1,5% fazem alguma atividade recreativa.

Mais de 95% afirmaram que possuem liberdade para ir ao banheiro, tomar água, tomar café ou lanche. Além disso, 72,4% afimaram poder sair para resolver algum problemapessoal no horário de trabalho, 83,1% disseram que podem conversar sobre assuntos gerais com algum colega de trabalho e 69,6% confirmaram que podem parar para descansar após alguma atividade. Entre os trabalhadores formais, os índices foram menores e ficaram, respectivamente, em 60,3%, 78% e 59,6%.

Exigências
Sobre a necessidade de exercer várias funções diferentes, 44,1% dos entrevistadosdisseram que há uma alta exigência quanto a essa capacidade, 34,9% afirmaram que o grau de exigência é baixo e para 18,6% a cobrança é média.

De acordo com a pesquisa, 46,8% dos trabalhadores informaram que existe alta exigência para a capacidade de trabalho em grupo.

Outra questão abordada foi a realização de tarefas com grande velocidade e 47,2% dos profissionais confirmaram que existe...
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