Homens de grossa aventura

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Resumo: (Principais ideias do Capítulo 4)
Homens de grossa aventura: acumulação e hierarquia na praça mercantil do Rio de Janeiro (1790 – 1830) João Fragoso
Capítulo IV - O capital mercantil e a reprodução da economia colonial – o caso da praça mercantil do Rio de Janeiro
O foco do autor é “a praça mercantil do Rio de Janeiro entre 1790 e 1840, por ser, (...), o centro econômico e políticodo Sudeste brasileiro.” (pp.305)
“Essa praça surge como ponto de encontro do escravismo colonial com as produções comerciais de abastecimento interno, ...” (pp.305)
1.5 Estrutura e Hierarquia econômico- social na praça mercantil do Rio de Janeiro
(De início) o Rio de Janeiro possuía “uma economia regional com fortes traços pré- industriais, ou seja, uma economia com uma frágil divisão social dotrabalho e um mercado restrito.”(pp.306) – O autor também destaca a pouca monetarização – pouca circulação de moeda nesse período inicial.
A praça mercantil do Rio de Janeiro “desempenhava um papel fundamental na reprodução, via mercado interno, da plantation exportadora. (...) tal praça era uma área privilegiada para as operações das produções coloniais de abastecimento interno.” (pp.307)
Éimportante observar, como a economia vai mudando aos poucos, vai se desenvolvendo/ modificando com o surgimento dessa praça mercantil e do capital mercantil e depois com o surgimento dessa elite mercantil – que vou falar mais na frente.
Comerciantes de grosso trato = elite econômica do Sudeste Colonial.
Nas palavras do autor, “o ápice da hierarquia econômica do Rio de Janeiro – (...) –identifica-se com uma elite de negociantes. Percebe-se, assim, que a hegemonia do capital mercantil, no processo de reprodução da economia colonial – (...) – dá novas feições à hierarquia econômica da sociedade colonial; os grandes senhores de homens e de terras deixam de ter a preeminência econômica, que passa a ser controlada por um grupo restrito de comerciantes de grosso trato.” (pp.314)
Ocorre noRio de Janeiro uma mudança econômica, onde a “elite de negociantes de torna preeminente, descolando, assim, a aristocracia fundiário- escravista.” (pp.319)
1.6 A Elite mercantil e a composição de seus negócios
O ponto de partida (para análise), escolhido pelo autor é o comércio de longa distância, pois “seria nesse tipo de negócio que poderíamos encontrar alguns dos maiores comerciantes degrosso trato, e assim, começar a composição da própria elite mercantil da sociedade considerada.” (pp.319)
O autor observa que um mesmo empresário pode ter uma posição monopolista em várias partes do mercado. Por exemplo, as famílias Gomes Barroso e Carneiro Leão que estavam envolvidas no comércio com Portugal, (na questão do) açúcar, no tráfico de africanos e comércio de trigo, além de serem osprincipais credores e fornecedores das fazendas. ( Esse sistema de crédito, vai gerar uma cadeia de endividamento para os donos de fazendas, - basicamente como eu expliquei no resumo do livro do Guedes.)
“O fato de a elite mercantil estar simultaneamente envolvida no comércio de abastecimento e no de exportação e importação, além de aparecer no tráfico de escravos, por seu turno, nos fornece umoutro traço desse grupo, ou seja, o caráter múltiplo de sua atração empresarial.” (pp.324)
Para explicar esse caráter múltiplo na atuação dos empresários, o autor expõem dois fatores: o primeiro seriam as mudanças rápidas na conjuntura - uma instabilidade nos negócios – e o segundo seria o caráter restrito do mercado – as poucas ocupações econômicas.
Esses negociantes de grosso trato tambémestavam presentes em outros setores da economia, dentre eles, à arrematação de impostos. “Como cobrador de impostos, um dado empresário assume o papel do Estado em frente de outros empresários (comerciantes e fazendeiros), o que lhe dá uma vantagem diante dos últimos. É utilizando- se dessa estratagema que o grande comerciante reafirma a sua hegemonia no mercado.” (pp.329)
Essa elite mercantil...
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