Homem cultura e sociedade

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FACULDADE PITAGORAS – CAMPUS BOM RETIRO, IPATINGA – MG.

Francismarison Deleon Martins Coura

Homem, Cultura e Sociedade
Émile Durkheim

Trabalho apresentado como requisito parcial para
obtenção de aprovação na segunda fase do segundo semestre na disciplina de Homem, Cultura e Sociedade, no Curso de Direito, na Faculdade Pitágoras de
Ipatinga – Minas Gerais.
Profº. Drº. HenriqueLouzada.
Aluno: Francismarison Deleon Martins Coura

Sumário

Introdução4
Os indicadores dos tipos de Solidariedade 5
Moralidade e Anomia6
Moral e Vida Social7
Religião e Moral7
A Teoria Sociológica do Conhecimento7
Conclusão 9
Bibliografia 10
Anexos 11

INTRODUÇÃO

Trabalho feito, tendo em vista as reflexões sobre a natureza da vida social, como um campo delimitado do sabercientífico. As referências necessárias, para Émile Durkheim situar seu pensamento são, por um lado, a Revolução Francesa e a Revolução Industrial e, por outro, a manancial de idéias que, sobre esses acontecimentos, vinha sendo formado por outros autores, assim como Saint-Simon e Comte.
Sendo assim, apresentamos uma síntese dos pensamentos expostos no livro “Um Toque de Clássicos”.

OS INDICADORES DOSTIPOS DE SOLIDARIEDADE
Durkheim utiliza-se da predominância de certas normas do Direito como indicador da presença de um ou do outro tipo de solidariedade, já que esta, por ser um fenômeno moral, não pode ser diretamente observada.
O direito é uma forma estável e precisa, e serve, portanto de fator externo e objetivo que simboliza os elementos mais essenciais da solidariedade social.
Enquanto assanções impostas pelo costume são difusas, as que se impõe através do Direito são organizadas. Elas constituem duas classes:
As repressivas: Que infligem ao culpado uma dor, uma diminuição, uma privação.
As restitutivas: Que fazem com que as coisas e relações perturbadas sejam restabelecidas à sua situação anterior, levando o culpado a reparar o dano causado.
A maior ou menos presença de regrasrepressivas pode ser atestada através da fração ocupada pelo Direito Penal ou Repressivo no Sistema Jurídico da Sociedade.
Naquelas sociedades onde as similitudes entre seus componentes são o principal traço, um comportamento desviante é punido por meio de ações que têm profundas raízes nos costumes.
Os membros dessas coletividades participam conjuntamente de uma espécie de vingança contraaqueles que violaram algum forte sentimento compartilhado que tenha para a sociedade a função central de assegurar sua unidade.
Nas SOCIEDADES PRIMITIVAS é a assembléia do povo que faz justiça sem intermediários. O sentimento coletivo está profundamente gravado em todas as consciências, são enérgicos e incontestes, e assim também sua punição.
Já numa sociedade onde se desenvolveu uma divisão dotrabalho, as tarefas especificam a certos setores já não são comuns a todos, e tampouco poderiam sê-lo os sentimentos que seu descumprimento gera. Aquele que é acusado de não observar um contrato não é humilhado, nem aviltada, nem revolta a opinião pública, a qual, às vezes, até desconhece as razões para a condenação.
O conjunto de regras como Direito Penal, Direito Civil, Direito Comercial, DireitoProcessual, Direito Administrativo e Direito Constitucional é tão especializado que é necessário criar a cada vez novos órgãos para executá-las.
A sociedade é, portanto, capaz de cobrar ações absolutas de seus membros tendo em vista a auto-preservação, por isso pode exigir que, em nome dessa coesão, eles abdiquem da própria vida. É a partir de considerações como esta que Durkheim propõe umaanálise do suicídio enquanto fato social. O autor parte da seguinte reflexão: Considerando que o suicídio é um ato da pessoa e que só a ela atinge, tudo indica que deva depender exclusivamente de fatores individuais e que sua explicação, por conseguinte, caiba tão somente à psicologia. De fato, não é pelo temperamento do suicida, por seu caráter, por seus antecedentes, pelos fatos da sua história...
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