Historiografia

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A HISTORIOGRAFIA COM BASE NA HISTÓRIA ORAL: TRAJETÓRIAS SOCIOCULTURAIS DA IRMANDADE DA BOA MORTE EM CACHOEIRA BAHIA[1]



Débora Araújo Leal[2]
UNEB- Universidade do Estado da Bahia – Departamento das Ciências Humanas e Filsóficas NEAD – Núcleo de Educação à Distância - Curso de História - Feira de Santana – Bahia Brasil – CEP 44.031-460 - delleal8@hotmail.com.br





RESUMO


Opresente trabalho considera a necessidade de entendermos melhor as nossas transformações sociais nos levando a estudar as marcas da liberdade e as trajetórias socioculturais da Irmandade da Boa Morte em Cachoeira Bahia, inicialmente, traçamos também, alguns comentários sobre sua trajetória histórica e a relação com fazer historiográfico com base na história oral.

PALAVRAS-CHAVE:
História oral,memória, documentação.




ABSTRACT


This work considers the need to better understand our social transformations in leading to studying the marks of freedom and the sociocultural trajectories of the brotherhood of the good death in Cachoeira, Bahia, initially, we drew also, some comments about its historical trajectory and the relationship with make historiographical based on oralhistory.

KEY WORDS:
Oral history, memory, documentation.







1.INTRODUÇÃO


A temática apresentada neste artigo sobre História oral, tradição e memória da Irmandade da Boa Morte caracteriza-se pela complexidade em vista do referencial sócio-histórico e cultural em que se qualificam as narrações das mulheres negras pertencentes a este grupo na cidade de cachoeira na Bahia. Assimadquirir conhecimentos sobre os tesouros espalhada nas ruas, da pequena cidade baiana detentora de uma das manifestações culturais mais ricas do país foi o ponto de partida para a realização deste artigo.
Assim pretende-se com este estudo contribuir para manter vivo o processo de evolução da cidade, as diversidades e o valor de suas peculiaridades no tocante aos processos de formação deidentidade, para a construção de uma cidadania mais crítica e mais participativa. Carregamos conosco a memória de muitas tramas, o corpo molhado de nossa história, de nossa cultura; a memória às vezes difusa, às vezes nítida, clara, de ruas da infância, da adolescência; a lembrança de algo distante que, de repente, se destaca límpido diante de nós em nós... (SILVA, 2000, p.33).
A preservação damemória sempre foi um desafio para o historiador, portanto, registrar a memória de um tempo,de um povo e um lugar é buscar elementos para a construção de uma identidade. A memória tem o poder de selecionar segundo os anseios individuais e coletivos do presente, os fatos que devem e podem ser lembrados e ou esquecidos. Para LeGoff, tornar-se senhores da memória e do esquecimento é uma das grandespreocupações das classes, dos grupos, dos indivíduos que dominaram e dominam as sociedades históricas. “O esquecimento e os silêncios da história são reveladores desses mecanismos de manipulação da memória coletiva.” (LE GOFF, 1994, P. 13).
A história do Brasil e história da África estão intimamente relacionadas, cabendo ao historiador e professores ampliar a discussão sobre a escravidão,introduzindo elementos da história dos africanos, de sua cultura e não tratá-los como simples “coisas” não sendo considerados construtores da história local, uma vez que estes tiveram seu trabalho explorado à exaustão no Brasil, antes e após a independência política, e dessa forma também pode ter ocorrido em Cachoeira.
Dessa maneira, entendemos que a valorização e conhecimento da HistóriaLocal é o ponto de partida para o processo de formação do cidadão, do agente histórico, pois ela irá romper com a noção de história que se prende apenas ao passado, aos grandes nomes e aos grandes feitos


2. O FAZER HISTORIOGRÁFICO ATRAVÉS DA HISTÓRIA ORAL

A memória muitas vezes se perde quando não se dá a devida atenção à documentação, as monumentos e aos costumes locais. No caso...
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