Historia

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  • Publicado : 14 de maio de 2012
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Prólogo

Liza me olhava com cautela do banco do carona enquanto eu dirigia. Eu queria olhar para ela e acalmá-la de alguma maneira, mas sabia que seria pior. Ela notaria a dor e o desalento em meus olhos e sofreria com a minha dor, então fixei meus olhos fria e inexpressivamente na estrada à minha frente.
Bela e Violla conversavam e riam baixinho no banco detrás, e eu era capaz deapostar que elas estavam comentando a festa de agora pouco. Em um momento eu olhei preguiçosamente para elas pelo retrovisor e os olhos de Violla encontraram os meus, ela ficou séria e deu um beliscão na perna de Bela que fez silêncio no mesmo momento. Voltei a encarar a estrada e Liza continuava a me olhar.
_ Sophie, não fique assim. Você não é a primeira e nem vai ser a última pessoa a passar porisso. – Liza falou – Não se lembra de mim no mês passado?
Ela tinha razão, mas Andrew não era nada para ela. Brad era minha vida. Meu primeiro e único namorado há dois anos.
_ Eu estou bem, Liza. – eu disse.
_ Não, não está. Conheço você Sophie, e sei que está sofrendo. Não quero que sofra. O Brad não merece nem uma lágrima sua.
Com certeza ele não merecia. Eu ainda não conseguiaacreditar no que ele havia feito, mas a imagem dele enfiando a língua na boca daquela garota na minha frente não saíra da minha mente nem por um minuto desde que havia entrado lá.
_ Eu sei Liza, mas o que eu posso fazer? Eu estou sofrendo e não posso evitar isso. – eu falei finalmente olhando para Liza. As lágrimas escorreram pelos meus olhos e Liza abaixou a cabeça.
Olhei pelo retrovisornovamente e Violla e Bela estavam conversando. Pelo menos eu não falara alto o suficiente para despertar a atenção delas que agora gargalhavam. Olhei Liza e ela encarava o escuro fora da janela agora. Odiava vê-la triste, ainda mais por minha causa, mas éramos tão ligadas que a dor de uma era a dor da outra.
Liza era minha melhor amiga. Porém eu não era a melhor amiga dela. Bela era. E eumorria de ciúmes, mas tentava não pensar nisso. Eu nunca fora a preferida de ninguém mesmo, não devia me importar com isso. Bela e Violla eram grandes amigas minhas também. Eu tinha muita sorte. De repente parei para pensar nisso. Eu tinha grandes amigas, eu tinha tudo, porque sofrer por um idiota que não merecia?
Sequei as lágrimas em minhas bochechas com as costas de minha mão e me virei paraLiza para tranqüilizá-la, mas levei um susto ao me deparar com seus olhos arregalados encarando o pára-brisa à nossa frente. Uma luz branca muito intensa cobria o seu rosto, me virei para frente para ver o que era e a claridade tomou conta da minha visão.

_ Sophie! Vamos acorde. Sophie. – Richard dizia ao me sacudir.
_ Tudo bem, estou acordada. Pode me soltar agora. – eu falei tirando suasmãos de meus ombros.
_ Pesadelo de novo? – Richard perguntou.
_ É. – eu respondi.
_ Nós devíamos procurar o médico antes de você ir, não acha?
_ Eu estou bem, Richard.
_ Certo. Então vamos logo, ou você vai acabar perdendo seu vôo.

1- Recomeço

Minha mãe ainda não falava comigo na sexta feira, quando descemos do carro do meu irmão Richard no aeroporto de Cleveland.Ela definitivamente não se conformava com minha mudança.
Meu pai saiu de casa quando eu tinha sete anos. Minha mãe ficou inconsolável e amargurada desde então. Ela guardava um ódio mortal e incalculável por ele, por isso foi parar no hospital quando comentei com ela minha intenção de morar com o Tom em Berkley no estado de Michigan. Ele se mudou para lá assim que saiu de casa, e agora eracasado e até já tinha outra filha. Richard e eu o víamos raramente nos fins de semana em que ele aparecia e nos levava para pescar.
Minha mãe Lucy, meu irmão e eu continuamos morando na cidade de Cleveland no estado de Ohio. Estávamos muito bem até que meu irmão se decidiu ir morar com Linda, há três meses, e saiu de casa. Minha mãe e eu não ficávamos muito bem sozinhas. Discutíamos o tempo...
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