Historia funk

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  • Publicado : 30 de maio de 2012
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Origem do Funk no Brasil
O funk, consagrado nos Estados Unidos, teve sua chegada no Brasil, basicamente nas mãos do discotecario Ademir Lemos e o radialista Milton Alvarenga Duarte conhecido como Big Boy, realizaram os primeiros bailes no começo dos anos 70, na casa de show Canecão, no Rio de Janeiro eram chamados de “Bailes da Pesada”, atraindo um publico de aproximadamente de 4 mil pessoascom pessoas de todos os lugares do Rio de Janeiro, quando o Canecão fechou suas portas para se dedicar ao MPB, essas festas foram transferidas para os subúrbios, assim surgiram varias e varias equipes de som visando dar projeção do que se tinha de melhor dos antigos “Bailes da Pesada”.
Na década de 80, com o fim da Disco Music, os bailes cariocas são invadidos pelo ritmo do Disco Funk com bandascomo Midnight Star, Camel e One Way. A sonoridade funk começava a sumir para dar espaço ao Miami Bass, o nome do ritmo continuou como funk, com as batidas graves foram mantidas, com os bailes atraindo cada vez mais pessoas começaram a surgir letras em português que abordavam o cotidiano dos freqüentadores, a violência e a pobreza.
Ao longo da nacionalização do funk, os bailes - até então,realizados nos clubes dos bairros do subúrbio da capital - expandiram-se a céu aberto, nas ruas, onde as equipes rivais se enfrentavam disputando quem tinha a aparelhagem mais potente. Neste meio surge DJ Marlboro, um dos vários protagonistas do movimento funk. As letras refletem o dia-a-dia das comunidades, ou fazem exaltação a elas (muitos desses raps surgiram de concursos de rap promovidos dentro dascomunidades). Em consequência, o ritmo fica cada vez mais popular e os bailes se multiplicam. Ao mesmo tempo o funk começou a ser alvo de ataques e preconceito. Não só por ter se popularizado entre as camadas mais carentes da sociedade, mas também porque vários destes bailes funk eram os chamados bailes de corredor, onde as galeras de diversas comunidades se dividiam em dois grupos, os lados A e B,e com alguma frequência terminavam em brigas entre si (resultando em alguns casos em vítimas fatais) que, acabavam repercutindo negativamente para o movimento funk.
Com isso havia uma constante ameaça de proibição dos bailes, o que acabou por causar uma "conscientização" maior, através de raps que frequentemente pediam paz entre as galeras, como a música "Som de preto". Em meio a isso surgiu umanova vertente do funk carioca, o funk melody, com músicas mais melódicas e com temas mais românticos, seguindo mais fielmente a linha musical do freestyle americano, alcançando sucesso nacional, destacando-se nesta primeira fase Latino, Copacabana Beat, MC Marcinho, entre outros.

A partir de 1995 o rap, que até então eram executados apenas em algumas rádios, passaram a ser tocados inclusive emalgumas emissoras AM. O que parecia ser um modismo "desceu os morros", chegando às áreas nobres do Rio. O programa da Furacão 2000 na CNT fazia sucesso, trazendo os destaques do funk, deixando de ser exibido apenas no Rio de Janeiro, ganhando uma edição nacional. Artistas como Claudinho e Buchecha, entre outros, tornaram-se referência nessa fase áurea, além de equipes de som como Pipo's, Cashbox,e outras. A Rádio Imprensa teve papel importante nesse processo, ao abrir espaço para os programas destas e de várias outras equipes.
Alguns bordões e gritos de guerra criados nos bailes se tornavam-se hits como foi o caso de "Uh, tererê" (um falso cognato do rap "Whoop! There it is!" do grupo americano Tag Team) e "Ah, eu tô maluco"[3].
Em 1997, Mestre Jorjão da bateria da Viradouro introduz a"paradinha funk" no desfile de Carnaval[4].
Paralelo a isso, outra corrente do funk ganhava espaço junto às populações carentes: o "proibidão". Normalmente com temas vinculados ao tráfico, os raps eram muitas vezes exaltações a grupos criminosos locais e provocações a grupos rivais, os alemães (gíria também usada para denominar as galeras inimigas). Normalmente as músicas eram cantadas apenas...
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