Historia de joinville

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HISTÓRIA DE JOINVILLE – Crônica da Colônia Dona Francisca.
Carlos Ficker, 3ª edição, 2008, Editora Letradágua

“Começou em 1843 a história da colonização desta área, vasta e fértil, coberta de florestas virgens.”

“Limita-se a crônica aos acontecimentos históricos de 1843 – 1913, respeitando os últimos 50 anos com uma geração ainda viva.”

Joinville – 9 mar 1851

PRÓDOMOS DA COLONIZAÇÃO:1843 - 1846
No departamento do Alto Marne, na França, distante 17 km de Vassy, fica a cidade de Joinville.
François Ferdinand Phillippe Louis Marie d’Orleans (25 anos), Príncipe de Joinville, casa com a Princesa Dona Francisca Carolina (15 anos – Françoise Caroline Jeanne Charlotte Léopoldine Romaine Xaviere de Paule Michele Gabrielle Raphaelle Gonzague), filha do Imperador Dom Pedro I e irmãde Pedro II.
Casamento ocorre em 1º maio 1843.

O dote das Princesas
Lei de 29 set 1840 estabelece “um patrimônio em terras pertencentes à nação”.
Dote do Príncipe de Joinville: 25 léguas quadradas, de 3 mil braças na província de Santa Catarina.

Louis François Léonce Aubé
Nascido em 1816. Em 1844, com 28 anos é enviado para escolher a localidade no norte catarinense e tomar posse dasterras dotais em nome do príncipe.

A Colonização Francesa na Península do Saí
Houve tentativa de colonização em 1841 – Colônia do Saí. Monsieur Docteur Benoit Jules Mure escreve ao presidente da Província, Marechal de Campo Antero José ferreira de Brito:
...”Hei achado ali um vasto e fértil terreno, cachoeiras abundantes, um vasto e seguro porto que talvez não haja igual no mundo; a que se juntaà vantagem da linha de defesa já aberta, que oferecerá uma fácil e breve comunicação com o interno do império pelo caminho de Coritiba (trata-se com referência. Coria esta linha de defesa no lugar Três Barras no Rio de São Francisco, com destino ao extremo sul da província, sempre ao mar da serra, guarnecida de postos militares de duas em duas léguas, para cobrir todas as plantações das incursõesdos índios selvagens.).”
Esta carta documenta a requisição de terras na comarca do norte de SC, começa a experiência prática de um falanstério (habitação coletiva) no Brasil, de acordo com as doutrinas socialistas de Charles Fourier, antecessor de marxismo na França.
A empresa fracassou já no primeiro ano. Carpinteiros estavam lavrando terra, curtidores plantando, engenheiros a abrir valas,maquinistas a derrubar paus e fabricantes de máquinas de vapor, rebocando paredes.
Pessoas incapazes de trabalhos permanentes dispersaram-se e houve rivalidade entre os grupos do Sahy (sede da colônia) e Palmitar (onde foram os que se apartaram do Dr. Mure).
Os poucos colonos restantes espalharam-se pelas regiões mais habitadas.

Medição e Demarcação das Terras Dotais
22 set 1845 é designado oConselheiro e Tenente Coronel d’Engenharia Jerônimo Francisco Coelho para fazer a medição e demarcação das 25 léguas quadradas de terra, na margem direita do rio de São Francisco.
O presidente da província determina que pessoas que possuírem terrenos confrontando as terras dotais devem comparecer a alegar e reclamar seu direito. O ofício informa ainda, que a demarcação a linha de frente pelo ladonorte, deve partir do rio Pirabeiraba o mais próximo possível a sua confluência com o primeiro e, desenvolver-se para sul, em direção mais ou menos paralela a margem direita do Rio São Francisco, desviando-se apenas quando indispensável para salvar pelos fundos as terras apropriadas, apossadas ou cultivadas que existem nas margens do mesmo rio e seus confluentes. Também solicita marcar 3 saídaspara o São Francisco, para ficar em fácil comunicação com as águas.
Jerônimo Francisco Coelho inicia a medição e demarcação a contar do Rio Pirabeiraba até o Rio Itapocu.
20 dez 1845 no lugar denominado Ribeirão do Leão e também conhecido como Ribeirão do Cascalho, ao norte do Rio Pirabeiraba, assentou-se o primeiro marco de pedra lavrada de forma cilíndrica, na margem esquerda deste ribeirão....
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