Historia da psicologia social

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Historia da Psicologia Social

A psicologia social é geralmente considerada uma ciência americana. Esta noção tem fundamento no facto de ter sido nos EUA que esta ciência teve um maior desenvolvimento inicial e foi aí que também adquiriu uma maior relevância tanto em termos científicos como em termos do seu impacto social e cultural.
A psicologia social nasce precisamente no momento detransição do século XIX para o século XX pois, a designação de “psicologia social” parece ter sido utilizada pela primeira vez por James M. Baldwin em 1987 nos seus trabalhos sobre o desenvolvimento moral e social da criança.
Não é de todo destituído aplicabilidade à psicologia social aquele famoso aforismo apresentado por Hermann Ebinghaus a respeito da própria psicologia: trata-se de uma disciplina quepossui um longo passado e uma história muito curta. Esta diferenciação entre o longo passado e a curta história da psicologia social subjaz um argumento valorativo, onde as contribuições do passado, embora enriquecedoras, devem ser entendidas também como empecilhos ao verdadeiro conhecimento, que só seria alcançado com o advento da transformação do campo de estudos em uma ciência rigorosa.
GordonAllport na redacção do artigo foi tanto o de apresentar as ideias do passado que contribuíram decisivamente para a história das ideias psicossociais, como também indicar o grande diferencial que representou o surgimento dos trabalhos genuinamente científicos de psicologia social. Allport (1968) chamou a atenção que no século XIX predominou uma tendência a explicar os comportamentos sociaisatravés de teorias simples e soberanas, entendidas estas como uma chave interpretativa geral para toda e qualquer espécie de comportamento social. Além de apresentar e revisar estas doutrinas (o hedonismo, o egoísmo, a simpatia, o gregarismo, a imitação e a sugestão), ele chamou a atenção que a partir de 1908, sobretudo devido à publicação do conhecido livro de introdução à psicologia social em queWilliam McDougall apresenta um conjunto de instintos capazes de explicar o comportamento social humano, a procura por esse princípio básico de explicação dos comportamentos sociais passou a ser considerada uma perigosa falácia, sustentada por um argumento excessivamente simplista. Ocorre que, devido a um número excessivo e ainda crescente de componentes considerados significativos para o entendimentodos comportamentos sociais (condicionamento, reforçamento, ansiedade, sexualidade, culpa, organização cognitiva, papel, identidade, alienação, classe social, para citar apenas alguns dos apontados por Allport em sua síntese histórica da psicologia social), tornou-se bastante difícil, para não dizer impossível, a tarefa de se encontrar um esquema conceitual em que todos os elementos pudessem serincluídos e tivessem a sua importância relativa reconhecida. Deriva-se daí a tentativa, ainda hoje em voga, de se encontrar uma matriz conceitual onde o número crescente de factores reconhecidos como significativos na determinação dos comportamentos sociais pudessem ser reduzidos ao mínimo possível, daí as tentativas ainda presentes hoje em dia de se encontrar as bases unificadoras da a psicologiasocial
O livro de Allport foi republicado duas outras vezes, e apenas na edição de 1985 os editores do Handbook of Social Psychology resolveram substituí-lo por uma nova apresentação da história da psicologia social. Esta nova apresentação ficou a cargo de Jones, um psicólogo com uma longa trajectória no campo da psicologia social. Ele inicia o seu trabalho prestando uma justa homenagem a Allport,reafirmando que a definição de psicologia social, apresentada algumas décadas antes, ainda permanece válida. A psicologia social foi definida por Allport como a disciplina científica que "tenta entender e explicar como o pensamento, o sentimento e o comportamento dos indivíduos é influenciado pela presença actual, imaginada ou implícita de outras pessoas". Nesta definição já não se estabelece...
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