Historia da arte

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  • Publicado : 22 de outubro de 2012
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O filme, ambientado principalmente em Florença e Roma, coloca as personagens de
Charlton Heston (Michelangelo) e Rex Harrison (Júlio II) em constante diálogo e conflito. Avisão sobre Michelangelo, apresentada no filme, é a de um artista em dúvida com a Igreja, com o mundo e, principalmente, consigo mesmo, ressaltando os valores humanistas emevidência à época. Por outro lado, diviniza a criação do pintor e escultor, à medida que o torna instrumento de um gênio metafísico.4 Em várias passagens do filme fica clara asubserviência de Buonarrotti à inspiração divina. Essa idéia, apresentada tanto no livro de Stone, quanto na narrativa de Carol
Reed (diretor do filme) e de Philip Dunner(roteirista) traduz mesmo uma perspectiva
consagrada ao período da Renascença, ou seja, a de que os representantes deste movimento viviam momentos de dúvida e contradição face àsquestões centrais da existência humana e das heranças greco-romanas frequentemente buscadas pelos humanistas. Segundo E. Panofsky, o termo humanitas significava, no medievo, umarelação comparativa entre o homem e todas as criaturas que estão acima ou abaixo dele na hierarquia do cosmos. No primeiro caso, esse conceito possui um valor positivo, em contrastecom a definição que coloca o homem numa relação inferior e limitada às coisas que estão acima dele.5 O Renascimento trouxe uma nova definição para o termo, cuja idéia baseia-seno ímpeto criador da mente humana. Para Marsílio Ficino, ainda sobre o conceito de humanitas à época da renascença, o homem é “a alma racional que participa do intelectodivino, mas opera em um
corpo”.6 Assim, com base nessas definições é que podemos caracterizar o humanismo de Michelangelo e seu esforço criador na escultura e nos afrescos.
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