Histologia

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UNIVERSIDADE PAULISTA UNIP
CURSO DE BIOMEDICINA

ENDEMIAS PARASITÁRIAS DA ATUALIDADE

MANAUS
2012

GEOVANA MONTEIRO
JANAINA DAMASCENO

ENDEMIAS PARASITÁRIAS DA ATUALIDADE

Trabalho solicitado pelo Diego, referente à disciplina Parasitologia do curso de Biomedicina, para obtenção de nota parcial .

MANAUS
2012
INTRODUÇÃO

As doenças endêmicas, na sua grande maioria, fazemparte do grupo das doenças negligenciadas que ocorrem geralmente entre populações mais pobres nos trópicos. Entre elas estão algumas doenças parasitárias como malária, leishmanioses, doença de Chagas e as helmintoses (esquistosomose, ancilostomose, filarioses, entre outras).
A maioria dos parasitos não produz doença graças a um processo de adaptação recíproca, ou da baixa incidência da parasitose,que asseguram, em geral, a sobrevivência do parasita assim como a do organismo parasitado. Mas, inúmeras doenças humanas são devidas ou estão relacionadas com parasitos. Também com vírus e bactérias. O aumento da esperança de vida ao nascer, nas últimas décadas, resultou, em larga medida, do controle das doenças infecciosas e parasitárias, bem como da melhor alimentação e da higiene em geral.
Nasúltimas décadas o perfil de morbimortalidade da população brasileira foi substancialmente alterado, sendo um traço marcante das modificações o declínio no peso relativo das doenças infecciosas e parasitárias. No presente trabalho procura-se resgatar tendências de evolução das principais doenças transmissíveis no País, buscando compreender, em cada momento, o papel desempenhado pelas ações decontrole e o papel que se pode atribuir a outros fatores.

ENDEMIAS PARASITÁRIAS DA ATUALIDADE

A tendência geral da morbidade por doenças infecciosas e parasitárias nos últimos vinte anos foi igualmente declinante. No entanto, houve, no mesmo período, o ressurgimento de doenças infecciosas há muito consideradas erradicadas e o aparecimento de outras até então desconhecidas.
O ressurgimento deantigas enfermidades tem sido interpretado, com freqüência, como evidência da deterioração das condições sanitárias do país e do seu retrocesso à situação vigente no início do século. Na realidade, esse raciocínio expressa equívocos que resultam da falta da compreensão mais ampla de como se dá a dinâmica do processo infeccioso, de erros conceituais a respeito do que venha ser controle e erradicação dedoenças transmissíveis e da ausência de informações sistematizadas sobre o comportamento do conjunto das doenças infecciosas, lacuna essa que se procurará suprir, ao menos em parte, no correr deste estudo.
Nas últimas décadas, o comportamento das doenças infecciosas tem mudado em todo mundo. Por trás das mudanças estão, entre outros aspectos, opróprio progresso científico etecnológico,transformações econômicase sociais de caráter mundial quedeterminam transformações radicais navida do homem e a influência detecnologias médicas.
A probabilidade de introdução deagentes patogênicos exóticos nos paísesfoi significativamente ampliada pelaintensificação do intercâmbiointernacional. Um exemplo é o dengue,cujo vírus é disseminado por indivíduosinfectados que se deslocam de paísesafetados paraoutros ainda indenes,enquanto os vetores responsáveis pelatransmissão da doença invademcontinentes utilizando vias de transporteinusitadas, como o comércio internacionalde pneus usados.Há que se reconhecer, também, oaumento na velocidade de identificaçãode “novas” doenças, seja pelo aprimoramento de técnicas de diagnóstico e vigilância, seja por modificações no comportamento de microrganismos jáconhecidos, seja ainda pelo surgimento de novos agentes etiológicos. Como exemplo de doença infecciosa recentemente reconhecida pelo desenvolvimento de novas técnicas de diagnóstico, pode citar-se a doença dos legionários, que pode apresentar manifestações respiratórias graves, com letalidade elevada, quando não tratada adequadamente. A caracterização desse novo agravo deu-se no final dos anos...
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