História da riqueza do homem

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  • Publicado : 26 de outubro de 2011
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História da Riqueza do Homem
(A história européia em uma visão crítica, pautada no materialismo dialético. O historiador Leo Huberman estuda desde a Idade Média até o nascimento do nazi-fascismo, neste livro que é considerado um clássico da história moderna).

Resumo

Aí vem o rei!
Se tal livro tivesse sido escrito no século X ou XI, teria sido na língua que melhor conheciam, o latim, poistodos os escritos antigos são nessa língua, tida como universal e erudita. Na época, as crianças não estudavam inglês, alemão ou italiano, estudavam o latim. Falavam inglês, alemão ou italiano, mas não a escreviam. Só mais tarde isso aconteceu.
As universidades eram instituições internacionais com estudantes de toda a Europa ocidental estudando e conversando juntos sem dificuldade.
Tambémassim era a religião pois só havia a igreja católica, que cobrava impostos e tinha suas regras e regulamentos e não havia limites estatais à religião.
As crianças do século X não viam em seus livros didáticos imagens de navios afundando, sejam de seu país ou do inimigo. Naquele tempo não havia países como concebemos hoje.
A indústria deixou de ser doméstica e migrou para as cidades, tornando-selocal mesmo não sendo nacional.
Mas no decorrer do século XV tudo isso mudou. Nações surgiram acentuando as divisões nacionais. Leis nacionais foram criadas, assim como as línguas e até as igrejas tornaram-se nacionais. Os homens não eram mais apenas cidadãos de Madri, de Kent ou de Paris, mas sim da Espanha, Inglaterra ou França. A fidelidade era do rei, monarca de toda uma nação.
Muitas foram asrazões para essa evolução do Estado nacional, sendo elas políticas, religiosas, sociais, econômicas etc. Examinaremos principalmente a econômica.
O mais importante acontecimento do período que vai do século X ao século XV foi a ascensão da classe média. Antigas instituições sucumbiram dando lugar a novas. Essa é uma lei da História.
A classe média queria ordem e segurança, coisa que os senhoresfeudais já não podiam dar. As lutas constantes entre os senhores feudais atingia em cheio a população e aos comerciantes. Só uma autoridade central forte, um Estado nacional poria fim a isso.
Na idade média a autoridade do rei era fraca, mas com passos lentos e irregulares foi criada essa autoridade central, num processo que levou séculos.
As cidades já controlavam grande parte da força dossenhores. O rei fora um aliado importante dos comerciantes. Em troca, dariam ao rei empréstimo em dinheiro que o rei usaria para ter seu exército particular altamente treinado e especializado, além de poder adquirir armas modernas. Para os comerciantes, o rei faria leis que os beneficiariam. Isso era economicamente interessante. Finalmente estavam todos livres das tiranias dos senhores feudais.
Em1439, na Fraca, o rei introduziu o taille, imposto regular em dinheiro, pois ainda não existia naquele tempo um sistema nacional de impostos. Não mais o vassalos seriam pagos com terras, mas com dinheiro. Distribuídos pelo país, haviam vários funcionários assalariados que governavam em nome do rei.
O poder dos soberanos dependia agora das finanças. O dinheiro só fluía a eles se o comércio e aindústria prosperassem. Os monopólios de pequenos grupos nas cidades era um grande empecilho à expansão desses dois ramos, e no interesse de toda nação, os reis começaram a derrubar os monopólios locais utilizando-se das leis, o que não era uma tarefa fácil. Na Alemanha e Itália, por exemplo, levaram-se séculos para isso.
Agora, os juízes, ministros e funcionários vinham da classe comerciante, daburguesia. Com isso, um pacto tático se deu entre a realeza e a burguesia, subordinando os trabalhadores comuns a uma obediência rigorosa.
Os camponeses, artesãos e mercadores aceitaram pacificamente a formação de um poder central forte, que substituiria os numerosos regulamentos locais. Surgia também em sentimento de nacionalidade, isto é, o localismo deu lugar ao nacionalismo. Bernard Shaw chegou...
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