História da higiene ocupacional

1 SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ….............................................................................................2

2 2 A HISTÓRIA DA HIGIENE DO TRABALHO....................................................3

3 3 CONCLUSÃO...................................................................................................6

4 1 INTRODUÇÃO

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6 Com a Revolução Industrial, quemodificou toda a estrutura social e econômica do mundo, houveram também transformações significativas no ambiente de trabalho, fazendo com que se propagassem doenças entre os trabalhadores.

7 Ao longo dos anos houve sempre quem se preocupasse com a saúde desses trabalhadores, de forma que foram tomadas algumas iniciativas bastante modestas, mas sem o rigor técnico-científico necessário.

8Aos poucos, foram sendo criadas leis que não só reconheciam os riscos do ambiente de trabalho, mas promoviam a precaução. Assim iniciava-se a Higiene Ocupacional.

2 A HISTÓRIA DA HIGIENE DO TRABALHO

É impossível se falar em Higiene Ocupacional sem citar a Revolução Industrial em meados do século XVIII, na Inglaterra.
Nessa época, além de não se utilizar medidas de controle, oregime de trabalho chegava a dezoito horas diárias. Essas grandes jornadas de trabalho aconteciam em ambientes sujos, abafados, sem iluminação, sem janelas (o que contribuía para o aumento da propagação das doenças conhecidas da época, especialmente a Tuberculose), enfim, condições absolutamente precárias.
Alguns relatos de autores da época como Edward Blaine, que em seu livro “A história daprodução de algodão”, de 1835, escreveu: “O barulho e o movimento das máquinas, que são desagradáveis e confusos para os espectadores não acostumados àquela cena, não produzem o menor efeito nos operários habituados a essa realidade. As únicas coisas que fazem com que os trabalhadores das fábricas padeçam são o confinamento por longas horas e a ausência de ar fresco: isso os deixa pálidos, reduz ovigor físico deles, mas raramente os deixa doentes. As diminutas fibras de algodão que flutuam nos ambientes são entendidas, mesmo pelos médicos, como não prejudiciais aos jovens que ali trabalham.”; e William Dodd, que em seu livro “A narrative of William Dodd: A factory Cripple”, de 1841, escreveu: “Uma das grandes causas de doenças em operários nas fábricas é a fumaça e o cal que estãocontinuamente voando (flutuando) nos arredores. Peles de animais são socadas em uma forte solução de cal. Esse produto se mistura com a lã e o cabelo. Tudo é depois colocado numa máquina de desfiar lã para extrair a cal e a poeira. A máquina, e tudo ao seu redor, são então cobertos com cal e poeira. O resultado é a dificuldade de respirar, a asma,...”, nos ajudam a visualizar melhor quão insalubres eram ascondições de trabalho daqueles operários.
Apesar de naquela época já existirem livros e contestamentos sobre a falta de higiene no ambiente trabalho, entre elas, obras importantes como o livro De re Metallica (Dos Metais), do pesquisador alemão Georgius Agrícola, que divulgava a situação dramática dos trabalhadores em minas subterrâneas e descrevia métodos de prevenção de doençasutilizando a ventilação, e o livro De Morbis Artificum Diatriba (As doenças dos trabalhadores), do italiano Bernardino Ramazzini, considerado o pai da Higiene Ocupacional, que descrevia um grande número de doenças originadas dentro dos ambientes de trabalho, a situação demorou a mudar.
Em 1802, foi publicado o Factories Act, no Reino Unido que definia algumas normas relevantes, em termos de Higienedo Trabalho. Uma dessas normas era que todas as divisões das fábricas deveriam ser bem ventiladas e lavadas duas vezes por ano, sendo também criada uma Inspeção de Trabalho, nomeando 4 inspetores para efetuar inspeções de rotina obrigatórias às fábricas, com vista ao cumprimento da legislação aprovada.
Porém, o divisor de águas para higiene e a medicina industrial veio somente com o...
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