Hemodialise

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Universidade Federal do Rio Grande do Sul

JESSICA DALLÉ

DIAGNÓSTICOS E CUIDADOS DE ENFERMAGEM EM PACIENTES
SUBMETIDOS À HEMODIÁLISE

Porto Alegre
2009

1

JESSICA DALLÉ

DIAGNÓSTICOS E CUIDADOS DE ENFERMAGEM EM PACIENTES
SUBMETIDOS À HEMODIÁLISE

Trabalho de Conclusão apresentado ao
Curso de Enfermagem da Escola de
Enfermagem da Universidade Federal do Rio
Grande do Sul,como requisito parcial para
obtenção do título de Enfermeiro.
Orientador: Prof. Drª.
Lucena

Porto Alegre
2009

2

RESUMO

O Processo de Enfermagem (PE) é uma metodologia para o planejamento e a
execução do cuidado de enfermagem. No Hospital de Clínicas de Porto Alegre, este
método é utilizado há trinta anos. Todavia, na unidade de hemodiálise ainda não se
realizam as etapas dediagnóstico de enfermagem (DE) e prescrição de
enfermagem. Com a finalidade de auxílio na implantação destas etapas do PE nesta
unidade, propôs-se este estudo que teve por objetivos identificar os DEs de acordo
com a taxonomia da NANDA-I (2010) durante as sessões de hemodiálise de
pacientes hospitalizados com Insuficiência Renal Crônica (IRC), por meio de uma
análise dos sinais e sintomasdescritos nas evoluções de enfermagem, bem como
descrever os cuidados de enfermagem para os mesmos. Trata-se de uma pesquisa
de coorte histórica, que teve como população os pacientes adultos com diagnóstico
médico de IRC, internados em unidades clínicas e cirúrgicas do hospital no ano de
2008 e que realizaram sessões de hemodiálise. A amostra compreendeu 98
pacientes selecionados de formasistemática. A coleta de dados ocorreu nos
prontuários, de forma retrospectiva, com foco nas três últimas evoluções de
enfermagem referentes às sessões de hemodiálise. A pesquisa foi aprovada pelo
Comitê de ética da instituição. Analisou-se um total de 294 evoluções de
enfermagem do período trans-hemodiálise, que apresentaram os seguintes sinais e
sintomas: hipotensão (49%), hipertensão (45,9 %),mucosas descoradas (38,8%),
edema (24,5%), dor lombar (13,3%), hipoglicemia (11,2%), náuseas (10,2%),
secreção em cateter (8,2 %), calafrios (6,1%), hiperglicemia (4,1%), taquicardia e
taquipnéia (3,1%), cãibras (2%) e hematoma em fístula arterio-venosa (1%). Os DEs
reais estabelecidos com base nos sinais e sintomas foram: volume de líquidos
excessivo, náusea e dor aguda. Os DEs de riscoestabelecidos foram: risco para
infecção, risco para glicemia instável, risco de desequilíbrio eletrolítico e risco de
desequilíbrio de volume de líquidos. Após o estabelecimento dos DEs, os cuidados
de enfermagem foram descritos de acordo com as informações contidas no sistema
de prescrição de enfermagem informatizada do HCPA e, com as intervenções de
enfermagem da NIC (DOCHTERMAN; BULECHEK, 2008).Descritores: Diagnóstico de Enfermagem, Diálise Renal, Insuficiência Renal Crônica.

3

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Quadro 1 - Manifestações Clínicas da Uremia

13

Quadro 2 - Intervenções contidas no sistema AGH do HCPA para os DEs reais 29
aplicáveis a pacientes renais crônicos durante a sessão hemodialítica.
Quadro 3 - Intervenções contidas no sistema AGH do HCPA para os DEs de 31risco aplicáveis a pacientes renais crônicos durante a sessão hemodialítica
Quadro 4 - Intervenções de enfermagem sugeridas pela NIC, que não constam 34
no sistema AGH do HCPA, para os DEs reais.
Quadro 5 - Intervenções de enfermagem sugeridas pela NIC, que não constam 37
no sistema AGH do HCPA, para os DEs de risco.
Tabela 1 - Motivos de internação apresentados pelos pacientes com IRC 23submetidos à hemodiálise (n=98)
Tabela 2 - Sinais e sintomas identificados nas evoluções de enfermagem 26
durante a sessão de hemodiálise (n=294 evoluções)
Tabela 3 - Sinais e sintomas que se apresentaram em todas as três evoluções 27
de enfermagem referentes ao trans hemodiálise (n=294 evoluções)

4

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO

5

2 OBJETIVOS

7

2.1 Objetivo geral

7

2.2...
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