Harvey, david. condição pós – moderna : uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural. são paulo : edicões loyola, 1992.

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  • Publicado : 11 de junho de 2011
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HARVEY, David. Condição pós – moderna : uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural. São Paulo : Edicões Loyola, 1992.
Em uma parte de seu livro destinada apenas a sua tese , Harvey explica qual o seu objetivo em discutir o tema: Condição Pós – Moderna. Ele coloca que vem ocorrendo “desde mais ou menos de 1972” uma mudança nas estruturas políticas - econômicas e nas práticas culturais,estas mudanças se dão pelas “novas maneiras dominantes pelas quais experimentarmos o tempo e o espaço”. E assim, para abordar toda essa questão, faz um levantamento de um conjunto de idéias da pós – modernidade.
Ele organiza o seu livro desta forma, discorrendo sobre como se deu a transição da modernidade à pós – modernidade, estabelecendo a importância da relação entre os dois movimentos edestacando as características de um e de outro. Como Harvey mesmo coloca, para entendermos a nova maneira de experimentarmos o tempo e o espaço é necessário compreendermos estes dentro da organização do capitalismo. O autor levanta uma hipótese de transição que ocorreu a partir do final século XX, chegando no colapso em 1973, quando se “iniciou um período de rápida mudança, de fluidez e de incerteza”.Sobre experimentar o tempo e o espaço, David Harvey, estipula “vínculos materiais entre os processos políticos - econômicos e os processos culturais” , isto é, entre o pós – modernismo e a hipótese de transição do capitalismo que ele descreve. Assim chega a conclusão que “o pós – modernismo pode ser considerado uma condição histórica – geográfica esta que se dá pela renovação do materialismohistórico e do projeto iluminista.
Retomando a idéia de que para tratar do pós – modernismo, tem-se que remeter ao modernismo, trago a discussão do autor sobre a modernidade, onde, voltando-se para Baudelaire em um artigo publicado 1863 “The painter of modern life” que descreveu a modernidade enquanto “ é o transitório, o fugidio, o contingente; é uma metade da arte, sendo a outra o eterno e oimutável” , faz um debate de como em meio a um modelo histórico com rupturas e transformações podemos descobrir elementos eternos e imutáveis. Para isso remete-se ao projeto iluminista (Habermas) que foi um movimento secular e racional de libertação do homem. Segundo o autor eles dão uma resposta filosófica a mudança do tempo e do espaço no modernismo. O conceito de “destruição criativa” também cabe aquipara discutir o eterno e o efêmero, pois essa é a condição essencial da modernidade. O efêmero seguido das bases materiais, que remetiam a mudança e a fragmentação, e o eterno seguido de um congelamento do tempo. “O recurso às técnicas da montagem/Colagem fornecia um meio de tratar desse problema, visto que diferentes, efeitos extraídos de diferentes tempos ( velhos jornais) e espaços ( o uso deobjetos comuns) podiam ser superpostos para criar um efeito simultâneo “ .
A modernização também deve, segundo Harvey, ser estudada para analisar a pós – modernidade. Ele refere-se a Marx como uns dos grandes escritores modernistas e de pensamento iluminista. Traz de Marx o conceito de “fetichismo da mercadoria” remetendo, para o funcionamento do capitalismo, toda uma obrigação de “esforços paracriar novas necessidades nos outros, enfatizando o cultivo de apetites imaginários e o papel de fantasia, do capricho e do impulso”. Toda essa analise da modernidade e do modernismo cabe, segundo ele, para mostrar que o pós – modernismo é mais uma continuidade do que a diferença, “parece-me mais sensível ver este último como um tipo particular de crise do primeiro, uma crise que é o ladofragmentário, efêmero e caótico da formulação de Baudelaire”.
Tratando ainda do capitalismo, ele trabalha com a hipótese de transição de um “regime de acumulação e de um modo de regulamentação social e política a ele associado” . Cita uma escola de pensamento chamada de “Escola da regulamentação” e é a partir desta que segue discorrendo sobre o sistema de acumulação e as suas transformações.
Tomando...
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