Hanseniase

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UNIVASF - Universidade Federal do Vale do São Francisco
INTERNATO DE MEDICIDA EM SAÚDE DA FAMÍLIA
(AME - Leonor Elisa Rodrigues)

PROJETO APLICATIVO
ASSISTÊNCIA À SAÚDE DOS ADSCRITOS NA AME LEONOR ELISA RODRIGUES (DOM AVELAR) ACOMETIDOS PELA HANSENÍASE EM 2011

ELIZA ANTONIETA ROSANA NEGRÃO GRANGEIRO
JOANA D’ARC APARECIDA DE ASSIS REIS

PETROLINA-PE
Julho – 2011
ÍNDICE

1.INTRODUÇÃO ------------------------------------------------------------------------ 03
2. JUSTIFICATIVA ---------------------------------------------------------------------- 04
3. OBJETIVOS ---------------------------------------------------------------------------- 06
4. METODOLOGIA ---------------------------------------------------------------------- 07
5. RESULTADOS------------------------------------------------------------------------- 10
6. CRONOGRAMA ----------------------------------------------------------------------- 15
7. CONCLUSÃO -------------------------------------------------------------------------- 16
8. ANEXOS -------------------------------------------------------------------------------- 17
9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS---------------------------------------------- 34

1. INTRODUÇÃO

O termo hanseníase, não estigmatizante, foi introduzido por Rotberg em 1969 e adotado oficialmente pelo Ministério da Saúde do Brasil a partir do Decreto n. 76.078, de 04/08/1975, (publicado no Diário Oficial da União – DOU de 05/08/1975), sendo abolida a palavra lepra e os adjetivos dela derivados. A medida visou facilitar a educaçãosanitária, atrair pacientes; enfim, realizar um tratamento mais racional e efetivo, sem discriminação e idêntico ao dispensado às demais doenças infecciosas.
Graças aos conhecimentos atuais, a hanseníase é uma “outra doença”, de conceitos muito diferentes dos primitivos e que permite esclarecer o doente, os conviventes e a coletividade sadia, informando que: não é hereditária; não é castigo divino;não é de fácil contágio; não há necessidade de internação obrigatória; hoje existem medicamentos eficazes; existem formas da doença que se curam até espontaneamente (exemplo: hanseníase tuberculóide nodular infantil).
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica, própria do homem, causada pelo Mycobacterium leprae e que apresenta exteriorização clínica polimorfa, dependendo do comportamentoimunológico do organismo.
O homem doente constitui o reservatório dos germes e a fonte de infecção. Admite-se que o contágio ocorra após contato íntimo e prolongado com as formas bacilíferas. Caracteriza-se por uma evolução lenta (período de incubação médio de 2 a 5 anos), alta infectividade e baixa patogenicidade, manifestando-se, principalmente, através de sinais e sintomas dermatoneurológicos.
Odiagnóstico é essencialmente clínico por meio do exame dermatoneurológico para identificar lesões ou áreas de pele com alteração de sensibilidade (térmica, dolorosa e tátil, respectivamente) e/ou comprometimento de nervos periféricos (sensitivo, motor e/ou autonômico).
O exame neurológico inclui a avaliação dos principais troncos nervosos periféricos acometidos (trigêmeo, facial, radial, ulnar,mediano, fibular e tibial); teste de força muscular e avaliação de sensibilidade (através do uso do conjunto de monofilamentos de Semmes-Weinstein/estesiômetro). Além desses exames pode-se avaliar o grau de incapacidade (Escala Olho-Mão-Pé/ EHF) e a limitação de atividade e consciência de risco (SALSA) e a escala de participação.
2.
JUSTIFICATIVA

A hanseníase é uma doença infecciosa,crônica, de grande importância para a saúde pública devido à sua magnitude e seu alto poder incapacitante, atingindo principalmente a faixa etária economicamente ativa. Sabe-se que as condições socioeconômicas e culturais tem grande influência na distribuição e propagação da endemia hansênica.
Nos países endêmicos, como o Brasil, observam-se diferenças na prevalência entre regiões, estados,...
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