Hannah arendt

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"Introdução"

Hannah Arendt nasceu em 1906, em Hannover, na Alemanha. Desde cedo ela se dedicou á filosofia e á ciência política. Durante o nazismo, Arendt emigrou para Paris, onde teve novamente de fugir em 1940, para Nova York. No texto "Hannah Arendt, Poder e a Critica da Tradição", Renato Perissinotto faz algumas criticas e comentários a respeito das concepções que ela tem de poder,violência e alguns outros conceitos.

O texto de Perissinotto analisa um tema central do pensamento de Hannah Arendt, que é a distinção entre poder e violência. A definição de poder dela produz efeitos importantes sobre o seu entendimento do que significa "espaço público" e "participação política", umas comprreensão do que estes termos significa para Arendr exige que antes seja feita uma discussãosobre o seu conceito peculiar de poder.

O texto de Renato Perissinotto é dividido em duas partes. Na primeira parte há uma apresentação da definição arendtiana de poder e de outros conceitos, como autoridade, violência, força e vigor; a fim de identificar as características essenciais de Hannnah Arendt.

Na segunda parte, Perissinotto faz algumas críticas apresentadas em quatro itensestreitamente relacionados. No primeiro item, ele defende a "tradição teórica", que é criticada por Arendt. Ele pensa que a autora simplifica o conceito tradicional de poder ao identificá-lo tão diretamente com a violência, fazendo isso para fortalecer a própria tese.

Essa interpretação equivocada da tradição produziu dois problemas intimamente ligados à elaboração teórica de Arendt. Estesproblemas são: a supressão das relações conflituosas da vida política que traz ao segundo problema: o limitado valor heuristico do conceito arendtiano de poder, que o Pedro vai explicar melhor.

No terceiro item, Renato observa que a ausência do conflito na teoria do poder de Hannah Arendt está ancorada numa distinção radical entre o mundo político e o mundo social.

E por último, ele sugere que adefinição de poder como "ação em concerto" toca na questão central da organização, mas sem problematizá-la, ou seja, Hannah Arendt não leva em conta o efeito dessa questão sobre a igualdade política.

"A recusa da tradição e distinções conceituais"

Hannah Arendt faz uma critica severa aos movimentos da "nova esquerda", no final dos anos 60. Para ela, esses movimentos optaram pela glorificaçãoirresponsável da violência por acreditarem que esta seria a essência do poder; visão que segundo ela era errada e tais movimentos tinham como desculpa a luta contra um mundo ameaçado pela destruição nuclear e a dominação das grandes administrações estatais.
No primeiro capitulo de "Sobre a Violência" em que ela faz esta crítica ela também diz "deve ser admitido que é particularmente tentadorpensar o poder em termos de comando e obediência, e assim equacionar poder e violência". Esse pensamento seria a tradição, que ela recusa. Ou seja, a tradição entende o poder como uma relação de mando e obediência que operaria guiando-se pela questão "quem manda em quem?" e como consequencia desta questão se entenderia o poder como sinônimo de violência.
Como Arendt recusa a tal tradição, ela propõeretornar a uma outra tradição do pensamento político, a greco-romana, que fundamenta o conceito de poder no consentimento e não na violência. "Poder", em Arendt, refere-se sempre a uma relação de consentimentos em que as instituições sustentam-se no "apoio ao povo". Hannah Arendt ainda revela um traço importantíssimo do seu conceito de poder afirmando "esse apoio não é mais do que a continuaçãodo consentimentos que trouxe as leis à existência". Ou seja, ela revela que além de ser uma relação de consentimento, o poder está vinculado ao "momento fundacional" de uma dada comunidade.
Assim, o poder é o momento que traz as leis à existência, leis que retiram desssa ocorrência primitica o consentimento que sustentará a manutenção futura das instiruições. Por isso, Arendt lembra que todo...
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