Guerra no afeganistão

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  • Publicado : 26 de setembro de 2011
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A história da guerra do Afeganistão

A Guerra do Afeganistão teve início quando a União Soviética invadiu este país muçulmano a pedido do governo marxista recém-estabelecido, para apoiá-lo na luta contra os opositores, e se inseriu no contexto da Guerra Fria quando os Estados Unidos deram apoio material e financeiro aos grupos que lutavam contra a invasão. A derrota soviética acabou porcolaborar com vários fatores que culminaram na queda do regime socialista em 1991. Por isso, foi vista nos EUA e no Ocidente como a definitiva vitória do capitalismo contra o socialismo. Mas, entre os fundamentalistas afegãos e os islâmicos que os apoiaram, foi uma vitória do Islã.
A guerra civil entre as várias facções continuou. Em 1996, o Talibã, um movimento fundamentalista islâmico formadoem 1994, conquistou a capital Cabul e, posteriormente, invadiu cerca de 90% do país.
Os guerrilheiros anti-Talibã e outros grupos de resistência tinham criado uma coligação conhecida como a Aliança do Norte, que controlava até 2001 a parte norte do país. Em 9 de Setembro de 2001, dois dias antes dos atentados nos Estados Unidos, o líder da Aliança, Ahmad Shah Massoud foi assassinado (presumivelmente poragentes da Al Qaeda).
Embora os membros da comunidade internacional, incluindo os Estados Unidos, inicialmente viram o Talibã como uma potencial fonte de estabilidade para o país devastado pela guerra, a tolerância para hospedagem de extremistas islâmicos combinada com a sua relutância em negociar com os seus inimigos rapidamente azedou a relação. Em Maio de 1996, Osama Bin Laden e outrosmembros da Al Qaeda se estabeleceram no Afeganistão e tiveram estreitas alianças com o regime talibã no país, onde foram criados vários acampamentos para formação de terroristas. Sob o regime Talibã, a Al Qaeda foi capaz de usar o Afeganistão como um lugar para treinar e doutrinar combatentes, armas de importação, em coordenação com outros jihadistas, e traçar ações terroristas.  Após os atentados àsembaixadas dos Estados Unidos na África, em 1998, o presidente Bill Clinton ordenou ataques com mísseis em campos de treinamento de militantes no Afeganistão. Os efeitos de tais represálias foram limitados.
Em 1999 e 2000, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou duas resoluções que estabeleceu sanções econômicas e de armas ao Afeganistão para incentivar os talibãs para fechar acampamentosde formação de terroristas e entregar Bin Laden para as autoridades internacionais para responder aos ataques de 1998. O Taliban rejeitou repetidamente as exigências, no entanto.
Talibã permaneceu no poder até a invasão americana, em 2001, em represália ao apoio dado a Osama Bin Laden e sua organização terrorista Al Qaeda.

O Terrorismo pelo mundo

O terrorismo adquiriu grande relevâncianeste início do século XXI. Tem sido proclamado, acima das guerras entre países, como a principal ameaça à humanidade, pela sua imprevisibilidade, pela dificuldade ou até impossibilidade de controle e pela falta de visibilidade do inimigo. Ninguém sabe quando e onde poderá ocorrer um novo atentado. De fato, o terrorismo e a luta contra ele têm sido colocados como assuntos obrigatórios nas relaçõesinternacionais.
          A superpotência norte-americana declarou guerra ao terrorismo. Após o atentado ao World Trade Center, o combate a ele justificou as principais ações militares externas dos Estados Unidos no Afeganistão e no Iraque. No entanto, essa meta, já proclamada na década de 1980 pelo governo Reagan, não evitou que milhares de atentados ocorressem nos últimos anos e que o númerode grupos que utilizam o terrorismo como forma de combate aumentasse.
          Diversos grupos espalhados pelo mundo utilizam o terrorismo como estratégia de luta. Muitos são bastante conhecidos, como o ETA, na Espanha; as FARC, na Colômbia; os Tigres Tâmeis, no Sri Lanka; o IRA, na Irlanda do Norte; e grupos islâmicos fundamentalistas em diversos países africanos e asiáticos. Outros não têm...
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