Grandes endemias

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 10 (2389 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 28 de junho de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
FACULDADE BEZERRA DE ARAÚJO


















Grandes Endemias




















Rio de Janeiro
Nov/ 2010.
FACULDADE BEZERRA DE ARAÚJO

Acadêmicos responsáveis:
Tainá Monteiro
Yasmim Angeloff





Grandes Endemias



[pic]



Rio de Janeiro
Out/ 2010.







SumárioIntrodução............................................................................................................4

Desenvolvimento.................................................................................................5

Conclusão..........................................................................................................11Referência..........................................................................................................12


| |




































1- INTRODUÇÃO


Do ponto de vista epidemiológico, as chamadas grandes endemias têm assolado populações ao longo da história, com grandes perdas sociais, localizadas principalmente no nível dos extratos menos favorecidos. As doenças tropicais, verdadeiros desafios à conquista ecolonização dos trópicos, não apenas confirmaram a regra e se dispersaram sobre milhões de pessoas, como também têm sido capazes de resistir à modernidade: no século atual, mercê de grandes avanços científicos, essas doenças concentraram-se via de regra nos países subdesenvolvidos.


























2-Desenvolvimento

A história fazia os caminhos. No contextointernacional, o Brasil mostrara-se competente no controle da malária não amazônica e o programa de doença de Chagas lograva avançar, depois de priorizado em 1982, cobrindo toda a imensa área endêmica e reduzindo drasticamente a transmissão vetorial da parasitose. Ainda assim, preocupavam os aspectos de sua consolidação (fase de vigilância) praticamente impossível de levar-se a termo com um programa vertical.Não obstante, as leishmanioses se urbanizavam e se expandiam, enquanto que, para o desafio da esquistossomose, o governo continuava gastando rios de dinheiro em moluscicidas caríssimos, devastadores do ambiente e ineficazes contra os caramujos. Muito mais tarde, cólera e dengue viriam a de toda sua racionalidade, a PC não tem sido exercitada ou estimulada no País de forma sustentada e conseqüentepelos governos e lideranças, como reflexo da própria centralização política e de poder ainda vigentes. Exemplos de situações e possibilidades são ilustrados no artigo com relação a importantes endemias brasileiras. Entendida como processo social profundo e de permanente construção, a PC no controle de endemias se impõe como exercício de cidadania e um grande teste para o Sistema Único de Saúde epara o País.

Uma terceira e terrível emergência, a AIDS, foi mais fundo, a demandar concretamente ações educativas e mudanças comportamentais que fossem eficientes e duradouras, outro espaço considerado ainda mais obscuro e 'sem importância' no contexto dos inseticidas e das operações de guerra vigentes. Na ótica de então, partia-se do princípio que as grandes endemias eram totalmentevulneráveis às clássicas ações de controle de vetores, em paralelo com a cultura vigente de que a estratégia e o modelo somente teriam eficiência numa perspectiva vertical e centralizada, que a população era necessariamente ignorante e não cooperativa, e que, com raríssimas exceções, nenhum sistema local teria competência para ser incorporado às 'campanhas' (Dias & Dias, 1985). Também era usual, nessecontexto, pensarem-se as endemias exclusivamente em termos de sua 'fase de ataque', justamente aquela mais militarizada e mais vertical, portanto a mais sintonizada com a lógica do poder vigente. Em paralelo, o regime da época proibia formalmente toda tentativa de organização acadêmica ou popular, o que literalmente obstruía no nascedouro qualquer hipótese de participação comunitária (PC). Esse...
tracking img