Grandes cidades e a vida de espírito simmel

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 5 (1050 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 16 de abril de 2013
Ler documento completo
Amostra do texto
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO PAULO
ESCOLA DE FILOSOFIA, LETRAS E
CIÊNCIAS HUMANAS




SIMMEL, Georg, “As grandes cidades e a vida do espírito” (1903). Rio de Janeiro, Mana, 11, 2: 578-89 (2005).


Palavras-chave: Cidade, relações, blasé, individualismo.

• Fatos do século XVII e XIX como a libertação dos vínculos com religião, estado, moral e economia, bem como a divisão dotrabalho, mostram a resistência do indivíduo em “ser nivelado e consumido em mecanismo técnico-social”. (p. 578)


• A resistência e a preservação da autonomia e individualismo levam, segundo Simmel, aos grandes problemas modernos.

• As grandes cidades propiciam aos indivíduos grandes mudanças (psicológicas e espirituais), tornando suas maneiras de viver diferentes dos que vivem noscampos.

• O habitante da metrópole está cercado de estímulos constantes e de frenesi. Por conta disso, cria um órgão protetor agindo racionalmente a estes estímulos, e não mais emocionalmente.

• O entendimento e a economia monetária são objetivos e indiferentes ao se tratar de homens e coisas. O importante são os valores e o “quanto”.


• “As relações de ânimo [...]fundamentam-se nas suas individualidades [...] as relações de entendimento contam os homens como números”. (p.580)

• Relações primitivas: produtor e freguês se conhecem mutuamente.
Relações modernas: produtor e freguês desconhecidos, trazendo “objetividade impiedosa”, “egoísmos econômicos” e “espírito contábil”.


• Com a economia monetária e o aumento da população em quecada indivíduo tem um interesse diferenciado “suas relações e atividades engrenam um organismo tão complexo que, sem a mais exata pontualidade [...] o todo se esfacelaria em um caos [...]”. (p. 581)

• A cidade grande conta com o fenômeno do caráter blasé. “Ele é inicialmente a conseqüência daqueles estímulos nervosos”. “A incapacidade [...] de reagir a novos estímulos com uma energia quelhes é adequada”. (p.582)

• O caráter blasé não quer dizer que as coisas não sejam percebidas. O individuo as sente como nulas e é apático, não toma partido. É não perceber por não ter condições de agir emocionalmente a todos os estímulos da metrópole. “É o reflexo subjetivo fiel da economia monetária completamente difusa". (p.582)

• O dinheiro iguala todos, é tido como“denominador comum de todos os valores [...] mais terrível nivelador, ele corrói [...]”.Eis porque as cidades grandes, centro da circulação de dinheiro [...] são também os verdadeiros locais do caráter blasé”. (p. 583)

• Os moradores das cidades grandes geram uma atitude espiritual denominada por Simmel como reserva, que funciona como uma proteção para que o indivíduo crie uma certa liberdadeparticular.

• A reserva tem como característica a indiferença e aversão, estranheza e repulsa. “Essa reserva [...] garante ao individuo uma espécie e uma medida de liberdade pessoal”. (p. 584)

• O estado, o cristianismo e os partidos políticos nasceram de pequenos círculos que ao crescerem foram perdendo suas limitações e ganhando liberdades, particularidades e peculiaridades.• Na cidade pequena, com círculo menor, havia limite de movimentação e autonomia. Nas cidades grandes, com circulo maior, o habitante é “livre mas a distancia espiritual é grande”. “Em nenhum lugar alguém se sente tão solitário e abandonado como na multidão da cidade grande”(p. 586). Ou seja, a metrópole é o lugar da liberdade, mas em seu reverso se encontra a solidão.

• Cidade pequena:considerada um aprisionamento para moradores das metrópoles. “Esfera fechada em si mesma e consigo mesma”.(p. 586)
Cidade grande: Esfera nacional e internacional ampla.

• Seguimos as leis da natureza quando elas se distinguem da dos outros. “Somente a sua não intercambialidade com a dos outros comprova que nosso modo de existência não nos é imposto pelos outros”. (p....
tracking img