Graffiti

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  • Publicado : 3 de outubro de 2012
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No Brasil dos anos 50, vários murais arrematavam as fachadas dos edifícios narrando temas da historia e da arte brasileira, como o realizado por Di Cavalcanti, com cerca de 15 metros de comprimento , na fachada do Teatro de Cultura Artística , na região central de São Paulo. Esse dado sobre muralismo, junto com a pop art. , já apontavam para origem do graffiti contemporâneo enquanto expressãoartística e humana. Essa manifestação, que começa a surgir no Brasil já nos anos 50, com a introdução do spray, segue pelos 60, passa pelos 70 e se consagra como linguagem artística nos anos 80, conquistando seu espaço na mídia, chegando à Bienal, a manchetes de jornais e até as novelas de TV, seguindo pelos anos 90, e assim diante, em constante evolução.
Considerando pós-moderno, não podemosconfundi-lo com pinturas em muro que, não advindo do novo, se enquadram, de uma forma ou de outra, nos padrões convencionais de pintura e não possuem uma produção considerável. Vale lembrar que toda manifestação artística representa a situação histórica em que esta ocorre, não por que necessariamente toda arte deva ser engajada, mas porque é realizada pelo sujeito histórico dentro de um contextohistórico-social e econômico. No entanto, o graffiti utilizando-se da cidade como suporte , a de retratar a situação , nesse meio presenciada ou vivida , assim relaciona automaticamente com a pichação também, cujo seu veiculo de existência também é o espaço urbano. Assim como o graffiti a pichação interfere no espaço, subverte valores, é espontânea, gratuita, em fim. Mas há diferenças, entre o graffitie a pichação, é que o primeiro (graffiti) advém das artes plásticas e o segundo da escrita, ou seja, o graffiti privilegia a imagem, a pichação, a palavra ou a letra , sempre retratando o que a de convir ao contexto .
O graffiti ao utilizar o meio urbano como forma de expressão, contrario aos demais movimentos artísticos , que se inserem na sociedade através de um trabalho muitas vezesplanejado e exposto em galerias e museus , faz com que seja bastante questionado. Um dos aspectos conceituais mais interessantes encontrados nessa linguagem (graffiti), é sem duvida, a questão da proibição, sempre presente , talvez um preconceito ou mesmo uma falta de informação a respeito do que acontece e a arte final prescrita no muro , faz com que muitos da população ajam a favor dessa proibição, aovisualizar esse tipo de ação. Ao observamos essa opressão, ou melhor dizendo essa proibição , percebemos que ela está ligada ao conceito de propriedade privada, ou seja, o que pensara o proprietário do espaço ao ver sua propriedade graffitada , sem sequer ser comunicado .
Engloba uma questão bastante ideológica ao referirmos a esse aspecto , porem a de convir que o graffiti por sua naturezaintrínseca, sempre será marginal. Mas se focalizarmos o aspecto de pratica com as técnicas, de proposta de trabalho e de amadurecimento das obras , reconheceremos, num primeiro momento, uma fase de domínio marginal. Fase em que os artistas em “roles” pelas ruas da cidade pesquisavam e realizavam o graffiti basicamente preto e branco. Porem esse estilo, se é que podemos taxar dessa maneira, ainda temsuas raízes atuais , o fato de fazer graffitis com pouca elaboração e de maneira ilegal ainda aflora-se na mente dos artistas , assim podemos confirmar observado-se a cidade como um todo, e que em sua maioria é tomada por esse estilo, descrito como bom Bing , ou mesmo thronw-up, numa representação espontânea.
No entanto não podemos, dizer que a população vem encarando o graffiti a cada diaque se passa como um meio artístico da cidade, podem até afirmar isso , porem discordam da ação, assim vejo que a proibição está , mais do que nunca , em pauta . Vejamos o presidente da Republica sancionou um lei ambiental, talvez nos anos 90, um tempo atrás , de numero 9.605, que entrou em vigor , no inicio de 1998, que alem de conceituar o graffiti e a pichação sem estabelecer distinção...
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