Graduanda

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE
CENTRO DE CIÊNCIAS JURÍDICAS SOCIAIS
UNIDADE DE DIREITO
CAMPUS SOUSA
CURSO SERVIÇO SOCIAL
DISCENTE LAIANE ELIAS DANTAS

RESUMO

SOUSA-PB

*OBRAS
SANTOS, Josiane Soares. Pós- Modernidade, neoconservadorismo e Serviço Social. In: Revista Temporalis V. N 10- Julho a Dezembro de 2005
SOUSA, Adrianyce Angelina S. de. Pós- Modernidade: fim damodernidade ou mistificação da realidade contemporânea. In: Revista Temporalis. V. N 10- Julho a Dezembro de 2005

*RESUMO:
O presente trabalho tem como objetivo fazer um resumo das obras citadas acima, inter-relacionado as idéias das autoras.
Em ambos os textos se discute sobre a existência ou não da pós- modernidade e o que está implícito neste debate, qual é a verdadeira essência do projeto pós-moderno, suas implicações societárias e como esta discussão rebate na profissão do Serviço Social.
Para se discutir a pós- modernidade, as autoras fazem primeiramente uma análise sobre a modernidade.
Segundo Sousa, a sociedade moderna teve início na transição do século XVIII, período marcado pela vigência da sociedade capitalista. A burguesia surge com um papel revolucionário, com o propósito deromper com os padrões estabelecidos pela sociedade feudal. E para alcançar hegemonia, a burguesia faz aliança com o povo e apresenta propostas progressistas com caráter emancipatório, visando a defesa dos interesses de todos.
Porém ao conseguir a decadência do feudalismo e concretizar sua hegemonia, a burguesia nega seu caráter revolucionário e torna-se uma classe conservadora.
Sabemos que omodo de produção capitalista é permeado por crises e para enfrenta-las várias estratégias são tomadas. E para se discutir a ontologia do pensamento pós- moderno se faz necessário uma ligação ao contexto da crise contemporânea do capitalismo.
Como diz Jamerson(1996) apud Santos(2005): “... esse pensamento deve ser enquanto uma das resposta à crise- no campo ideo-teórico- e que somente adensandopor tais mediações chegaremos ao seu caráter conservador.”
Santos faz uma análise da crise contemporânea do capital utilizando como referência o pensamento de Marx, fazendo ênfase a contradição peculiar do modo de produção capitalista entre o desenvolvimento das forças produtivas e as revoluções de produção.
O desenvolvimento tecnológico possibilita maior produção em menos tempo, gerando a mais-valia absoluta, sendo que a mais- valia só se realiza na circulação do mercado. Este desenvolvimento tecnológico gera concomitantemente mais produção e mais desemprego, dificultando assim a realização da mais- valia. Vemos que a própria dinâmica do capital se confronta, se contradiz com ele próprio, pois o mesmo movimento que lhe possibilita lucro também pode possibilitar a crise.
A crisecontemporânea enfrentada pelo capitalismo tem seu foco na decadência do fordismo e o surgimento do padrão de acumulação flexível, que implica um nova organização do trabalho para se extrair mais- valia. Esse novo padrão de acumulação tem por sustentáculo o capital especulativo, a reestruturação produtiva, terceirização e automação. Isto trás sérias implicações para a classe trabalhadora como: desemprego,fragilização dos sindicatos e perdas de direitos. Os capitalistas também contam com apoio do Estado que tem criado condições políticas favoráveis a acumulação capitalista.
Porém mesmo as mudanças feitas pelo novo padrão de acumulação flexível, não se conseguiu atingir o nível de lucratividade obtida durante os “anos de ouro” do capital.
O que tem favorecido a legitimidade do capitalismo é afalta de um novo projeto societário que possa superá-lo. O que temos visto é que não existe sujeitos politizados com idéias anticapitalistas, o que tem ocorrido são apenas reformas do Estado realizada pela burguesia, onde se muda apenas a aparência dos fenômenos, não havendo transformação na essência.
Diante desse contexto, o modo de produção capitalista aparece como algo insuperável, eterno,...
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