Globalização, democracia e produções simbólicas: curso de graduação em ciências sociais

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  • Publicado : 7 de abril de 2013
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GLOBALIZAÇÃO,DEMOCRACIA E PRODUÇÕES SIMBÓLICAS: CURSO DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS


Dos anos 1950 até as décadas do séc. XX. Sociedade da abundância: pela primeira vez, as massas têm acesso a uma demanda material mais psicologizada e mais individualizada, a um modo de vida (bens duráveis, lazeres, férias, moda) antigamente associado às elites sociais.
Segundo Gilles Lipovestskyvivemos em uma sociedade moderna, onde tudo se renova a cada instante, tudo deve ser mais rápido, mais novo e mais eficiente ou seja, é a lógica do sempre mais, sem se saber ao certo aonde isso vai dar. Mas essa nova modernidade é uma modernidade integradora: ela não nega o anterior, recicla-o, de acordo com as lógicas modernas do mercado.
O passado ressurge, a inquietação com o futuro substituia expectativa com o mesmo, as operações e os intercâmbios se aceleram, o tempo é escasso, o presente se faz extremamente importante.
Os indivíduos hipermodernos são ao mesmo tempo mais informados e mais desestruturados, mais adultos e mais instáveis, menos ideológicos e mais tributários das modas, mais abertos e mais influenciáveis, mais críticos e mais superficiais, mais céticos e menosprofundos.
O sistema pós-fordista que se impõe é acompanhado por profundas alterações nos modos de estimulação das demandas, nas fórmulas de venda, nos comportamentos e nos imaginários de consumo. Essas transformações prolongam uma dinâmica econômica começada no fim do séc. XIX e inscrevem-se na longa corrente individualista da felicidade.
Em relação ao consumo e a média: os meios de comunicação(desde os tradicionais, como jornal, rádio e TV, até as redes cibernéticas da atualidade), aliados ao marketing e às mais sofisticadas técnicas de vendas, desempenham papéis estratégicos na naturalização do nosso estilo de vida e dos nossos níveis de consumo. Estes são os valores de uma sociedade de hiperconsumo.
Segundo Lipovetsky se os desvios juvenis são uma das consequências da falência dosmovimentos sociais, são também resultado de um mundo social desestruturado e privatizado pelo império do consumo mercantil, por novos modos de vida centrados no dinheiro, pela vida no presente, pela satisfação imediata dos desejos. A felicidade não é, evidentemente, uma "ideia nova". Nova é a ideia de ter associado a conquista da felicidade às "facilidades da vida", ao Progresso, à melhoria perpétuada existência material.
Segundo Bauman, homens e mulheres desesperados por terem sido abandonados aos seus próprios sentidos e sentimento facilmente descartáveis, ansiando pela segurança do convívio e pela mão amiga com quem possam contar num momento de aflição e desesperados por relacionar-se. E, no entanto, desconfiados da condição de estarem ligados permanentemente, para não dizereternamente, pois temem que tal condição possa trazer encargos e tensões que eles não se consideram aptos nem dispostos a suportar .
Gilles Lipovetsky é um filósofo francês contemporâneo, professor da Universidade de Grenoble e teórico do conceito de “hipermodernidade”.
Segundo a análise da sociedade por Gilles Lipovetsky, revela a ruptura existente da nossa época com os valores tradicionais, odesinvestimento do espaço público, a perda da moralidade, a perda dos valores sociais e políticos como concebidos no auge da era moderna. As relações atuais são caracterizadas pela superficialidade e um esvaziamento de sentido. O paradoxo do moderado com o extremo é vivido intensamente pela nossa atual cultura.

o direito de ser absolutamente si mesmo, de aproveitar a vida ao máximo é, certamente,inseparável de uma sociedade que instituiu o indivíduo livre como valor principal e não é mais do que a transformação definitiva da ideologia individualista; mas foi a transformação dos estilos de vida ligada à revolução do consumo que permitiu esse desenvolvimento dos direitos e desejos do indivíduo na ordem dos valores individualistas segundo Lipovetsky.
Gilles Lipovetsky diz que esse fenômeno...
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