Geopolitica

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INTRODUÇÃO

Neste trabalho poderá ser visto a análise da geopolítica e aprofundamento do conteúdo através do estudo das vertentes que integram a ciência geopolítica como um todo, tais como poder, geografia, geografia humana, geografia política, geografia física, política, geopolítica e suas vertentes.I. CONCEITO DE PODER


1. Introdução: A questão do poder, vertentes de análise.

Assim como ocorre com a liderança, o poder é também um tema organizacional bastante discutido e observado sobre diversas vertentes, haja vista as inúmeras formas pelas quais ele pode se manifestar numa organização. De forma bastante genérica podemos entendê-lo comocapacidade de um individuo para obter domínio ou controle sobre os outros.
Tem sua origem na filosofia politica, na busca da compreensão das relações que se desenvolvem nos grupos sociais, ha necessidade do controle e limitação da liberdade do individuo para que o grupo possa alcançar de forma coesa e harmônica os seus objetivos.
Sua analise nas organizações, enquanto grupos humanos que interagempoliticamente na busca da satisfação de seus interesses, é feita de varias formas pelos autores ao longo dos anos, tornando-o um tema complexo e multifacetado. Assim, para permitir uma melhor compreensão, podem-se classificar os diversos autores em quatro vertentes básicas: Simbólica, psicológica, radical-critica e econômico-política.

2. O poder na vertente econômico – política.

Dentro dessaperspectiva econômico-politica são apresentados os pensamentos de Karl Marx, Max Weber e John Galbraith.
Para Marx o poder se origina a partir de interesses que surgem nas relações de produção, e que envolvem a propriedade e o controle dos meios de produção (HARDY e CLEGG, 2001).
Marx procura explicar os fenômenos históricos a partir de fatores materiais (econômicos e técnicos), o que foi denominadomaterialismo histórico (HARDY e CLEGG, 2001).
Analisando essa dinâmica sobre uma ótima mais microscópica, Marx nos diz que as relações basilares de qualquer sociedade humana são as relações de produção, ou seja, a forma como os homens usam os recursos, técnicas e se organizam por meio da divisão do trabalho social (HARDY e CLEGG, 2001).
Já Weber, apesar de entender o poder como divisão do domíniosobre a propriedade e os meios de produção, supera a perspectiva maniqueísta de Marx considerando as relações de produção e as relações na produção. É dele a definição de poder que mais atende ao senso comum ‘o poder significa a possibilidade de fazer triunfar no seio de uma relação social a sua própria vontade mesmo contra resistências, qualquer que seja a base em que se baseia talpossibilidade’(BOUDON, 1995).
Weber amplia a perspectiva estabelecida por Marx conferindo ao conceito de poder uma característica relacional – intencional. Relacional porque o poder se estabelece no seio das relações sociais, de forma bilateral, uma ‘via de duas mãos’, relação dominação – aceitação, e não de forma unilateral e determinista como quis Marx. Também é intencional porque visa atender a umaintenção, a prevalência de uma vontade sobre a vontade de outra, mesmo que haja resistências (BOUDON, 1995).
E tocando nesse aspecto da resistência a dominação, é também de Weber a tipologia da legitimidade, que pode ser entendida como aceitação e, portanto validação, do exercício do poder pelos agentes a ele submetidos pois que é dado como certo e adequado (BOUDON, 1995).
O poder legitimo é aceito comotal pela maioria, o que leva a supressão, ao menos que temporária, das resistências sem a necessidade do uso de instrumentos de coerção. A tipologia criada por Weber classifica a legitimidade em três diferentes tipos, conforme a sua base fundamental (BOUDON, 1995).
Legitimidade tradicional: Fundamenta-se na crença e na tradição. Predominam as características patriarcais e patrimonialistas,...
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