Geografia - isso serve, em primeiro lugar. resenha do livro de ives lacoste

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LACOSTE, Y. A geografia - isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra. Tradução Maria Cecília França. 18 ed. Campinas: Papirus, 1988.

Em seu livro A geografia - isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra, Ives Lacoste no primeiro capitulo faz um questionamento muito importante referente à geografia estudada nas escolas e universidades e a exclusão da disciplina que forasolicitada por ministros da educação, e justifica “a geografia serve, em principio, para fazer a guerra” ela não é só de interesse dos geógrafos, mas de “todos os cidadãos” (p.22).
No segundo capitulo Lacoste apresenta a geografia dividida em duas partes: “a geografia dos Estados-maiores” no que se refere ao estudo do espaço e da cartografia, e outra a “geografia dos professores” desacreditada pelamaioria, mas idealizada como espaço econômico.
Em seu terceiro capitulo o autor trata do “saber estratégico” saber este que é posicionado na mão de alguns, e elenca questões no que diz respeito à aquisição de mapas e cartas e o porquê das restrições quanto ao uso e acesso.
No quarto capitulo Ives Lacoste aponta a “miopia e o sonambulismo” na sociedade exceto nos “estados-maiores militares oufinanceiros”, e transcreve a geografia dos séculos para a atualidade apontando sua importância.
No quinto capitulo ele discorre sobre a geografia escolar, na obrigação de mostrar e estudar o espaço em diferentes escalas, a inclusão do ensino desta no século XIX na França e aponta uma serie de questões quanto ao ensino desta.
Lacoste no sexto capitulo ressalta que a geografia obteve grande avançosdeixando em algumas classes de ser a “enumeração relevo – clima – vegetação – população, mas um estudo das diferentes regiões” (p.57). Relata a importância e a contribuição que o geógrafo Vidal de La Blache deixou para a geografia e exemplos de como La Blache estudou as diferentes regiões da França e as descreveu, não associando a “geografia física” e a “geografia humana” (p.59).
No sétimo capitulo oautor questiona o termo “região”, para ele lugares próximos com mesmas identificações podem ter condições distintas e acredita que o espaço pode ser difundo para melhor analise.
No oitavo capitulo Lacoste continua discutindo o termo região em suas diferentes percepções, alenca que o estudo de uma região pode ser melhor representado por cartas, onde os geógrafos podem determinar o tamanho doespaço: maior ou menor escala, conforme sua necessidade, e o tipo de analise: quantitativa ou qualitativa.
No nono capitulo “as diferentes ordens de grandezas os diferentes níveis de analises espacial” (p.81), ele apresenta conceitos de escalas em maior e menor representação cartográfica e sete ordens de grandezas que podem nos ajudar a estudar o espaço.
Em seu décimo capitulo Yves Lacoste relata adispersão dos geógrafos quanto ao estudo da geografia e sua divisão entre “geografia física” e “geografia humana” (p.89).
No décimo primeiro capitulo Lascote evidencia a contribuição que o geógrafo francês Eliseu Reclus deixou para a geografia e questiona a “carência epistemológica dos geógrafos” (p.100) da época e a carência de mestres de geografia.
No décimo segundo capitulo o autor apresentaas concepções de geograficidade, mais especificadamente relacionando-se nas obras literárias de Vidal De La Blache.
No seu décimo terceiro capitulo ele contesta o silencio dos geógrafos em relação à “criticas dos sociólogos” (p.115), e menciona Lucien Febvre como “árbitro no processo do imperialismo” (p.115).
Em seu décimo quarto capitulo Lacoste evidencia “os geógrafos universitários e oespectro da geopolítica”, questiona o marxismo, a omissão do “econômico e social” (p.126) na geografia universitária e ressalva que “é cada vez mais necessário que os geógrafos se preocupem com os problemas políticos e militares e reencontrem [...] uma das razões de ser fundamentais do seu saber” (p.131).
Em seu décimo quinto capitulo Yves Lacoste questiona “a fraqueza do papel da análise marxista na...
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