Geografia escolar e cotidiano

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  • Publicado : 31 de março de 2013
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Geografia Escolar e Cotidiano

O ensino de Geografia, muitas vezes, apresenta-se maçante, fragmentado, enciclopédico e omisso quanto a incentivar o aluno a elaborar concepções de mundo que se relacionem com suas realidades vividas, denotando uma pedagogia que não privilegia a constituição do sujeito capaz de construir conhecimentos. Deixam de ser contemplados o interesse dos alunos, o seucotidiano, as suas experiências e os seus conhecimentos. As aulas se tornam mecânicas, há uma inércia que parece atingir os alunos e os professores. Como então fazê-los perceber o significado do conhecimento geográfico e como pensá-la enquanto possibilidade da formação cidadã?
O trabalho proposto nesta unidade: A Geografia Escolar e Cotidiano, nos fez ver uma nova forma de interação da geografiaescolar com o contexto social, político, econômico, científico e histórico, e refletir sobre os mesmos através das discussões realizadas em sala de aula enfatizando os temas: violência, sexualidade e mídia. Entendendo que, dessa forma poderemos, enquanto professores, incentivar os alunos a autonomamente, propor, praticar e transformar a sociedade em que vivem, pois, estudar e aprender as temáticasgeográficas distantes do universo do aluno pouco contribui para a formação do cidadão. Ao desconsiderarmos as necessidades e interesses dificultamos as aprendizagens e apropriação dos conhecimentos construídos no cotidiano.
Nos debates ocorridos em nossa sala de aula, divido em três etapas, tivemos como primeiro tema a violência ( quarta-feira 05/11/08), a discussão foi bastante abrangente econtaram com a participação da maioria dos alunos, todos trouxeram contribuições cotidianas para enriquecer o debate. O grande questionamento levantado nesse tema foi Se a violência é urbana, pode-se concluir que uma de suas causas é o próprio espaço urbano? Os especialistas pesquisados sobre a questão afirmam que sim: nas periferias das cidades, sejam grandes, médias ou pequenas, nas quais a presençado Poder Público é fraca, o crime consegue instalar-se mais facilmente. São os chamados espaços segregados, áreas urbanas em que a infra-estrutura urbana de equipamentos e serviços (saneamento básico, sistema viário, energia elétrica e iluminação pública, transporte, lazer, equipamentos culturais, segurança pública e acesso à justiça) é precária ou insuficiente, e há baixa oferta de postos detrabalho.
No entanto, não podemos descartar os fatos cotidianos de violência urbana praticados por indivíduos oriundos de famílias abastadas. O que os leva a praticar estes delitos? Concluímos então, que o espaço urbano não é o fator predominante para a delinqüência dos indivíduos, afinal, encontramos muitos exemplos de cidadãos de origem simples que se tornam exemplos de resiliência.
O segundodebate (quarta-feira 12/11/08) foi acerca da sexualidade, o que a princípio gerou um certo constrangimento, sendo dissipado a partir da interferência do professor que conduziu a discussão de forma descontraída, evidenciando o quão é complicado abordar esse tema até mesmo com uma turma de graduação.
Sexualidade é um termo amplamente abrangente que engloba inúmeros fatores e dificilmente se encaixaem uma definição única e absoluta. Teoricamente, a sexualidade assim como a conhecemos, inicia-se juntamente à puberdade ou adolescência, o que deve ocorrer por volta dos 12 anos de idade. Entretanto, em prática, sabemos que não se configura exatamente desta forma. A sexualidade infantil é diferente da sexualidade adulta, não contém os mesmos componentes e interesses. Muitas vezes através dadramatização, a criança compreende, elabora, vivencia a realidade que vive. Compreende papéis (mãe, pai, filho, homem, mulher, etc.), embora muitas vezes já se perceba menino ou menina e já conheça seus órgãos genitais, experimentam na brincadeira sexos indiferentemente.
Foi discutido dentre outras coisas, qual o papel da escola frente a essa educação, como os professores podem conduzir debates...
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