Geografia agraria

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Curso: Licenciatura em Geografia | |
|Disciplina: GEOGRAFIA RURAL |Tutor WEB: JUCILENE GALVÃO |
|Aluno: ANDRESSA PAULA PAVESI RISSATO |
|RA: 1060274|Data de entrega: 28/02/2011 |
|Unidade: 1 e 2 |Atividade (X) Interatividade ( ) |Nota: |


A Geografia Agrária no Brasil: transformações

No Brasil, segundo Ferreira (2002), a Geografia Agrária teve influência da escola Francesa e de menor proporção da escolaAlemã. No inicio teria participação principalmente no conhecimento da superfície da terra e no detectar formas de exploração, o que se parece como a primeira forma de analisar a agricultura, preocupada com a diferenciação espacial, priorizando a análise de produção e a distribuição do cultivo e pouca importância sobre Questões Sociais.
Com o passar do tempo, outros itens e preocupações foramanexando-se aos conceitos. Valverde (1961) apud Megale, 2011 salienta que, a Estrutura Agrária restringe-se às relações homem e solo cultivado, sem dar conta das relações sociais estabelecidas no processo de produção.
Em 1970, grandes mudanças revelam um objeto de estudos modificados, com o processo de modernização da agricultura que levou ao campo novas formas de produzir. As relações detrabalho mais apropriadas à lógica do sistema capitalista, numa situação na qual a indústria passa a ser produtora de insumos para a agricultura e consumidora de bens agrícolas. Além, de demonstrar preocupação com a definição de uma nova ordem teórico-metodológica que responda ao conteúdo e à natureza da atividade agrícola, praticada sob nova lógica, em consonância com as diretrizes do novoparadigma geográfico.( OLIVEIRA, 2005; FERREIRA, 2002)
O tratamento da questão Agrária foi efetuado sob óticas distintas e marcou o surgimento de uma preocupação social nos trabalhos Geográficos. Uma visão crítica é empreendida, o que fez mudar toda a análise deste ramo da Geografia. Ao avaliarmos as questões Agrária brasileira, podemos identificar uma concentração de terra desde o início dacolonização, com a distribuição das terras pelo rei da metrópole portuguesa em Capitânias Hereditárias. Desde este período podemos perceber lutas de terras, algumas complexas e violentas.( OLIVEIRA, 2005; FERREIRA, 2002; BRAY, 2008; GUIMARÃES, 1989; PLANALTO DO GOVERNO, 2011)
Durante a colonização o alto valor comercial do açúcar voltado para produção de exportação, tornou a estrutura produtivabaseada na grande propriedade, com a distribuição de terras em grandes quantidades, por parte da coroa de Portugal e dos donatários na colônia. Durante esse período, podemos perceber a exclusão dos negros, mestiços e índios em direitos à propriedade, mesmo durante a desvalorização da terra e valorização dos negros escravos era difícil ter o acesso a propriedade.
Com a decadência dos latifúndiosbaseados na escravidão, buscou-se a solução através da imigração, assim por esta mão-de-obra, supriu as deficiências. Assim, as terras públicas passaram a ser vendidas por preços exorbitantes, que contribuíram para o financiamento da importação de braços para as grandes lavouras de café (OLIVEIRA, 2005; FERREIRA, 2002;GUIMARÃES, 1989).
As leis discriminatórias, no final do século passado einício deste século, fizeram surgir os primeiros grandes movimentos camponeses, que tinham como solicitação o acesso mais fácil para á terra, o que significaria melhoria nas condições de vida daquelas pessoas.
Getúlio Vargas, em 1950, chegou a criar uma comissão que elaborou um documento intitulado “Diretrizes para a Reforma Agrária no Brasil”. Mas foi no governo João Goulart, início da década...
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