Genialidade e loucura

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Faculdade de Medicina de Jundiaí

Genialidade e Loucura
Edvard Munch

Priscila Galvão

Jundiaí
Novembro 2012
Genialidade e loucura

No início do século XX, a busca pelas raízes da genialidade era um dos temas mais palpitantes da investigação psicológica. Cientistas de ponta tinham poucas dúvidas de que certos males psíquicos davam asas à imaginação. "Quando um intelectosuperior se une a um temperamento psicopático, criam-se as melhores condições para o surgimento daquele tipo de genialidade efetiva que entra para os livros de história", sentenciava o filósofo e psicólogo americano William James (1842-1910). Pessoas assim perseguiriam obsessivamente suas idéias e seus pensamentos - para seu próprio bem ou mal, e isso as distinguiria de todas as outras.
SigmundFreud também se interessou pelo assunto. Convicto de que encontraria "algumas verdades psicológicas universais", analisou vida e obra de artistas e escritores famosos,buscando pistas de transtornos mentais. Mas foi somente a partir dos anos 70 que Nancy Andreasen, psiquiatra da Universidade de Iowa, começou a investigar de forma sistemática a suposta ligação entre genialidade e loucura. Participaramde sua experiência 30 escritores cujo talento criativo havia sido posto à prova na renomada oficina de autores da universidade. |
Andreasen examinou essas personalidades à procura de distúrbios psíquicos e comparou os dados obtidos aos daqueles grupos de um grupo de controle: 80% dos escritores relataram perturbações regulares do humor, ante 30% no grupo de controle. Quarenta e três porcento dos artistas satisfaziam os critérios para o diagnóstico de uma ou outra forma de patologia maníaco-depressiva, o que, no grupo de controle, só se verificou em uma a cada dez pessoas. Durante o estudo, dois escritores cometeram suicídio - dado que, segundo Andreasen, não seria estatisticamente significativo. A psiquiatra comprovou pela primeira vez e com métodos científicos que, por trás dasuposta conexão entre criatividade elevada e psique enferma, haveria algo mais que o mero e surrado lugar-comum. |
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Transtorno Bipolar
Alterações do humor, com episódios depressivos e maníacos ao longo da vida.

CID 10 - F31    | Transtorno afetivo bipolar |
CID 10 - F31.0    | Transtorno afetivo bipolar, episódio atual hipomaníaco |
CID 10 - F31.1    | Transtorno afetivobipolar, episódio atual maníaco sem sintomas psicóticos |
CID 10 - F31.2    | Transtorno afetivo bipolar, episódio atual maníaco com sintomas psicóticos |
CID 10 - F31.3    | Transtorno afetivo bipolar, episódio atual depressivo leve ou moderado |
CID 10 - F31.4    | Transtorno afetivo bipolar, episódio atual depressivo grave sem sintomas psicóticos |
CID 10 - F31.5    | Transtorno afetivobipolar, episódio atual depressivo grave com sintomas psicóticos |
CID 10 - F31.6    | Transtorno afetivo bipolar, episódio atual misto |
CID 10 - F31.7    | Transtorno afetivo bipolar, atualmente em remissão |
CID 10 - F31.8    | Outros transtornos afetivos bipolares |
CID 10 - F31.9    | Transtorno afetivo bipolar não especificado |

Episódio Depressivo
Dura pelo menos 2semanas e causa prejuízos na vida social e ocupacional do individuo humor deprimido e perda do prazer nas atividades, mudança no apetite, peso, sono.
Diminuição das atividades psicomotoras, diminuição da energia.
Sentimento de inutilidade ou culpa .Dificuldade de raciocinar, concentrar e tomar decisões
Pensamentos de morte. Planos ou tentativa de suicídio

Episódio Maníaco
Humor elevado,expansivo ou irritável de modo anormal e persistente
Auto estima inflada ou grandiosidade
Redução da necessidade do sono
Taquilalia – conversas incessantes, rápidas com frequência alta, sem pausas
Fuga de idéias - pensamentos acelerados, desconectados
Envolvimento excessivo em atividades de busca de prazer, com alto potencial para conseqüência lesivas. Delírios e alucinações

O psicólogo...
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