Genero na sala de aula

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Gênero na sala de aula e desempenho escolar.
O gênero não é um conceito útil apenas na compreensão das interações entre homens e mulheres, mas uma parte importante dos sistemas simbólicos e como, tal implicado na rede de significados e relações de poder de todo o tecido social (SCOTT, 1990; NICHOLSON, 1994). As diferenças ou semelhanças entre os sexos e as interações e relações de poder entrehomens e mulheres são apenas parte do que é abrangido pelo conceito de gênero, pois estão sempre articuladas a outras hierarquias e desigualdade de classe, raça/etnia, idade, etc. Dessa forma, por outro lado, sexo e gênero não são aqui tomados como opostos e nem mesmo complementares, pois a sociedade não apenas forma a personalidade e o comportamento, ela também determina as maneiras nas quais ocorpo é percebido. Mas se o corpo é ele próprio sempre por meio de interpretação social, então o sexo não e alguma coisa separada do gênero , mas ao contrario , é algo subsumido visto no gênero (NICHOLSON, 1994:79). Então nos permite perceber variações históricas e culturais tanto no que se refere a padrões culturais de personalidade e comportamento, quanto na compreensão do corpo, da sexualidade edaquilo que significa ser um homem e uma mulher. Para as autoras ligadas ao pós-estruturalismo, portanto, o gênero não é um conceito que apenas descreve as interações entre homens e mulheres, mas uma categoria teórica referida a um conjunto de significados e símbolos construídos sobre a base da percepção da diferença sexual e que são utilizados na compreensão de todo o universo observado, incluindoas relações sócias e ,mais particularmente, as relações entre homens e mulheres. Esse código pode também servir para interpretar e estabelecer significados que não tem relação direta com o corpo ,com a sexualidade ,nem com as relações entre o homem e mulher ,categorizando, em termos de masculino e feminino, as mais diversas relações e alteridades da natureza e da sociedade, conforme cadacompreensão cultural e histórica (CARVALHO,1999).Diferenças, distinções, desigualdades...A escola depende disso. Na verdade, a escola produz isso. Desde seus inícios, a instituição escolar exerceu uma ação distintiva. Ela se incumbiu de separar os sujeitos tornando aqueles que nela entravam distintos dos outros, os que a ela não tinham acesso. Ela dividiu também, internamente, os que lá estavam, atravésde múltiplos mecanismos de classificação, ordenamento, hierarquização. A escola que nos foi legada pela a sociedade ocidental moderna começou por separar adultos de crianças, católicos de protestantes. Ela também se fez diferente para os ricos e para os pobres e ela imediatamente separou os meninos das meninas. Concebida inicialmente para acolher alguns mas não todos ela foi, lentamente, sendorequisitada por aqueles ás quais havia sido negada.
A separação de meninos e meninas é então, muitas vezes, estimulada pelas atividades escolares, que dividem grupos de estudo ou que propõem competições. Portanto, se admitimos que a escola não apenas transmite conhecimentos, nem mesmo apenas os produz, mas que ela também fabrica sujeitos produz identidades étnicas, de gênero, de classe; sereconhecemos que essas identidades estão sendo produzidas através de relações de desigualdade; se admitimos que a escola está intrinsecamente comprometida com a manutenção de uma sociedade dividida e que faz isso cotidianamente, com nossa participação ou omissão; se acreditamos que a prática escolar é historicamente contingente e que é uma prática política, isto é, que se transforma e pode sersubvertida; e, por fim, se não nos sentimos conformes com essas divisões sociais, então, certamente, encontramos justificativas não apenas para observar, mas, especialmente, para tentar interferir na continuidade dessas desigualdades. Vivemos em uma sociedade, que apesar de propalar na lei que todos são iguais investe socialmente de forma diferenciada nos meninos e meninas. A pretensão é, então, entender...
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