Geatão de pessoas

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Curso de Gestão Hospitalar
Professora: Isabel Rasia

ARTIGO
Gestão de Pessoas Nos Serviços Municipais de Vigilância Sanitária.

Leandro Carré – RA 0996538665
Rodrigo Silva – RA 0996539347

Pelotas, 03 de dezembro de 2010.

Introdução
As conseqüências diretas eindiretas da globalização, tais como, uma maior circulação e interação de pessoas, animais, produtos e serviços e a rápida disseminação de patógenos, além da precarização das condições de vida e de trabalho reafirmam a necessidade de um Estado forte e capaz de interferir nas relações econômicas e sociais com o objetivo de preservar a vida e o ambiente, os interesses da coletividade e das comunidades.Esses fatores têm levado a uma maior valorização das ações de Vigilância Sanitária no país, tornando imprescindível a qualificação dos serviços para o cumprimento integral de suas atribuições.
Historicamente, as ações de caráter fiscalizatório foram priorizadas e alcançaram maior visibilidade no campo da Vigilância Sanitária. Por outro lado, a maior autonomia financeira e administrativaalcançada com a criação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) em 1999, não modificou a realidade nos estados e municípios. A maioria das administrações locais acabou incorporando a Vigilância Sanitária num conceito limitado, organizando os serviços de forma fragmentada, não promovendo a integração das áreas de atuação e muito menos o planejamento sobre as prioridades e necessidades desaúde 1(Magalhães MCC, Freitas RM. Apontamentos para a discussão da vigilância sanitária no modelo de vigilância à saúde p. 29-37). Desse modo, consolida-se o antigo modelo em detrimento da proposta de implantação de uma concepção ampliada de vigilância da saúde como possibilidade de redefinição das práticas sanitárias, principalmente no nível municipal (2 Teixeira CF, Paim JS, Vilasbôas AL. SUS:modelos assistenciais e vigilância da saúde).
Nesse contexto, os trabalhadores da saúde ora são apontados como potenciais sujeitos de mudança e de reformulação das práticas de saúde, ora são considerados como "um fardo", "um problema" a ser resolvido com medidas burocráticas (3 Fortuna CM, Matumoto S, Pereira MJB, Mishima SM. Alguns aspectos do trabalho em saúde: os trabalhadores e osprocessos de gestão. Saúde Debate 2002; pg. 26:272-81). Muito pouco se tem estudado ou experiênciado em relação a novas formas de gestão que considerem os trabalhadores "sujeitos sociais" conforme afirma Campos (4 Campos GWS. Sobre a peleja dos sujeitos da reforma ou da reforma dos sujeitos em peleja. Saúde Soc 1992; 1 pg: 79-95)  , e não apenas como "mero recurso".
Este estudo teve comoobjetivo principal aprofundar o conhecimento sobre o papel e as possibilidades de contribuição dos trabalhadores para a consolidação dos serviços de vigilância sanitária capacitando os para os mesmos.
Formação acadêmica e qualificação profissional
Constatou-se, logo de início, que a maioria dos trabalhadores não tiveram formação específica sequer para atuar na área da saúde e, muito menos, navigilância sanitária. Nem mesmo o pessoal de nível superior teve contado com conteúdos específicos da área durante o ensino de graduação. A maioria dos cursos da área de saúde e afins não abrange a temática da vigilância sanitária em seus programas (8 Costa EA, Souto AC. Formação de recursos humanos para a vigilância sanitária. Divulg. Saúde Debate 2001; 25: pg91-107).
Segundo os relatos, oofício foi aprendido na prática, na vivência dentro do serviço e por meio de iniciativa pessoal, pelo estudo da legislação sanitária, realização de cursos específicos etc. De modo geral, não existe uma política de educação continuada por parte das gestões municipais observou-se que, ao mesmo tempo em que não havia impedimento da busca pessoal por aprendizagem, não existia estímulo ou uma gestão...
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