Galo

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  • Publicado : 9 de abril de 2013
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Valeu, Marcos. Você apontou alguns pontos fundamentais, mesmo e lembrou a figura que deveria ser mais e mais ouvida: Tostão. Cara é fera. E nem me fale da vontade de tanto falar. Por incrível que pareça tive de parar pelo meio o raciocínio pq já tava enorme o comentário e, bem, eu queria q ele fosse justo um comentário, pra poder suscitar uma troca de ideias mesmo, e não um texto, que nem setenho capacidade de faze-lo (afora me faltar concisão mesmo, além de uma revisão, pois digito mal à beça... hehe).
Bem, vc foi cirúrgico ao mencionar os anos 90 com um nascedouro de algumas vícios táticos do futebol brasileiro. Grosso modo, a década de 90 marcou o predomínio do tal "4-4-2 à brasileira", que na verdade seria um 4-2-2-2, com uma divisão bem clara do setor de meio campo em dois volantese dois meias de cada lado. Nesse esquema, havia uma espécie de "lei da compensação" eterna: se um volante saísse mais pro jogo, o outro teria necessariamente de ser um brucutu marcador, pra segurar a marcação. Se um zagueiro fosse clássico, refinado, o outro teria de ser mais viril, pra salvar caso a classe falhasse. Se um meia era lento, de passe, o outro teria de ser dinâmico e "tático". Se umatacante era fixo, o outro era de velocidade e alguns outros etcas. Lembremos das duplas clássicas que formaram alguns setore memoráveis dessa década e veremos a "lei" aplicada a prática: Odvan e Mauro galvão, Cléber e Antônio Carlos, Gamarra e Batata. Dinho e Luís Carlos Goiano, Amaral e Flávio Conceição, Pintado e Cerezo; Ramon e Pedrinho, Alex e Zinho, Marquinhos e Djalminha, Giovanni eJamelli, Marcelinho e Ricardinho. Assim como em Paulo Nunes e Óseas (Jardel), Edmundo e Evair, Donizete e Luizão (Túlio), Edílson e Luizão, etcas, etcas.
Junto a isso ocorreu um boom desse fato que você mencionou: laterais ultratécnicos e ultra ofensivos. Em geral, também obecendo a uma compensação: se havia um lateral que subia muito, havia outro mais discreto no apoio: no SP-92, se Cafu subia, havia olat esquerdo Ivan. Se Cafu jogava na ponta, Adílson (ou vítor) fazia a lateral direita e ficava mais preso, possibilitando escalar Ronaldo Luís, que avançava muito, pela esquerda. E nos lembremos do quão discreto era o Cláudigo Guadgano, que fez nossa lateral direita em 1994 segurando pra Roberto Carlos brilhar na lateral esquerda. No Vasco em 1997 os laterais direitos eram Maricá, Felipe Alvim eLuisinho ou Nasa improvisados porque... na esquerda tinha Felipe. Os laterais nessa época eram expecionais válvulas de escape e muitas vezes iniciavam armações de jogadas. Como não nos lembrar do milhões de vezes que vimos Júnior disparando pela esquerda da nossa defesa, cortando pra dentro e virando um momentâneo volante conduzindo a bola até entregá-la pro Alex?
Isso tudo porém nos forçou aformar jogadores cada vez mais distintos em caracteristicas defensivas OU ofensivas. Pensar o jogo dessa forma fez que o trabalho da base fosse achar jogadores capazes de fazer uma parte do trabalho pra cada setor e não formar jogadores capaz de pensar a zaga, o meio campo ou o ataque como um todo, com defesa e ataque incluídos. E, pra segurar o avanço dos laterais, começamos a formar cada vez maisvolantes brucutus (pra "conter o avanço dos alas", quantas vezes já ouvimos isso desses comentaristas, hein?) e , por fim, dessa situação, mais, obviamente um boom desde esquema na europa no começo dos 00, nasceu a tara brasileira pelo 3-5-2 que dominou a tática brasileira na primeira década desse novo século e só começou a arrefecer, e nisso você tem TOTAL razão, com o sucesso de Mano menezes nogêmio e Corinthians e com o upgrade que Tite deu no esquema recentemente.
O cenário dos anos 90 era tão árido taticamente (era compensado pela abundância de bons jogadores que tínhamos: veja a lista dos times nas fases finais dos brasileiros de 1992 a 1999 e se assuste: Aquele Vitória de 1993 era campeão brasileiro hoje) que Luxembrugo ganhou fama de gênio vendo pouco além do óbvio: Como os...
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