Gadaffi

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  • Publicado : 24 de setembro de 2011
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Introdução
A comunicação social tem uma tem um poder enorme. Tem o poder de informar sobre o que se passa no mundo a tempo real. O problema é que nos fornece uma visão unilateral do mundo. À Luz dos recentes eventos na Líbia, sentimos que a visão ocidental sobre Gaddafi estava a mudar.
Tendo em conta que nascemos na geração de 90 e que pouco sabíamos sobre este país para alem das reservasenormes de petróleo e deste ditador para além de algumas posições (que, convenhamos, podem ser provocativas mas são um espelho de uma auto afirmação dos países do sul e de uma maneira de estar de certos lideres (estou a falar do discurso na ONU no qual Gadaffi se refere a Obama como o filho de África e o Irmão Africano)) e de que é um pessoa que tem-se tentado integrar na sociedade ocidentalcombatendo o terrorismo por exemplo (embora seja chamado de terrorista por outros). O nosso trabalho é então sobre Gadaffi. Pretendemos ter uma visão global sobre a sua personalidade e acções desde que ascendeu ao poder. Queremos saber a sua história como um todo e não apenas o que nos é transmitido no momento. Conseguindo isso podemos, então sim, avaliar Gadaffi de forma justa e equilibrada.
Pretendemostambém avaliar a revolta na Líbia. Saber se tem sido justa a resposta das organizações internacionais que pretenderam agir, apesar de todos os acordos que têm com o governo actual. Se possível saber se há alguma hipocrisia e oportunismo por parte das acções dessas mesmas organizações.
Queremos então quebrar esta inversão de imagem que revolve a personagem de Gadaffi. Fugindo assim ao erro comumde se esquecer o passado.
Para tal encontramos um artigo no público online que trata de isso mesmo, do perfil de Gadaffi. Pretendemos então completa-lo e verificar e retratar uma das personagens mais controversas do médio oriente de forma capaz e não tendenciosa.

Biografia

Muammar al-Gaddafi nasceu em 1942. A sua família pertence à tribo Qadhadhfa.
Gaddafi frequentou uma escola muçulmanana altura em que grandes eventos tiveram lugar no mundo árabe: a derrota da Palestina, em 1948, contra Israel e a subida ao poder de Gamal Abdel Nasser no Egipto em 1952. Estes eventos tiveram uma enorme influência na sua vida.
Tendo-se formado numa academia militar, depois de interrompido um curso de Geografia na Universidade de Bengasi, Gaddafi executou um golpe de Estado a 1 de Setembro de1969, sem qualquer derrame de sangue, com um pequeno grupo de jovens militares que liderou, destronando o Rei Idris. Conseguiu então abolir a monarquia e implementar a República Árabe da Líbia, uma Jamahiriya (“Estado das massas”).
A Monarquia ainda planeou uma contra-revolução com o uso de mercenários, mas foi impedida pelos Estados Unidos que consideravam Gaddafi suficientemente anti-marxistapara poder estar no poder
Já referido como o "Líder Irmão", "Guia da Revolução" ou até mesmo como “O Bonitão” (alcunha que tinha no seu círculo de amigos), uma das primeiras decisões que tomou no poder foi ordenar o encerramento das bases do Reino Unido e dos EUA, e a retirada das respectivas tropas. Seguiram-se expropriações e nacionalizações de outros interesses controlados por estrangeiros.Anos 70

A década de sessenta é marcada pela procura de Gaddafi na obtenção de armas de destruição maciça. Essa pesquisa começou em 1972 na China, passou para o Paquistão em 1977 (que levou a um corte de relações com esse mesmo país) e mais tarde pela Índia, que recusou a venda de armas, mas que aceitou ajudar com um programa de energia atómica.
Em 1972, Gaddafi anunciou ao mundo que qualquerpessoa que se quisesse voluntariar para combater os israelitas na Palestina, podia-se registar em qualquer embaixada Líbia e receber treino de combate adequado. Em 1973, na guerra do Yom Kippur, Gaddafi enviou tropas armadas e ajudou financeiramente o Egipto.
Em 1976, após uma serie de ataques do IRA, Gaddafi afirmou que as bombas usadas, que estavam a quebrar o espírito da Grã-Bretanha, eram...
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