Futuros imaginarios

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  • Publicado : 4 de junho de 2012
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A impressão deixada após a leitura dos textos dos capítulos 2 e 3 nos mostra o que deixamos passar pelos nossos livros de história quando estudamos evoluções tecnológicas e Guerra Fria. Na leitura do capítulo 2 o autor apresenta de forma muita clara o universo das exposições tecnológicas ou assim conhecidas como Feiras Mundiais. Temos como foco a Feira Mundial de Nova Iorque de 1964. Ele descreveas maravilhas das tecnologias emergentes, que assim como suas antecessoras a feira de 1964 também trás uma mensagem de um futuro onde as máquinas trabalhariam para o bem da humanidade atendendo nossas necessidades.
Ao iniciar a leitura do capítulo 3, vemos que o autor utiliza o capitula anterior como uma forma de introdução, pois mesmo que não se possa entender toda temática abordada, a leiturado capítulo 2 se fez essencial. A Feira Mundial representava uma oportunidade para as nações darem seu recado as demais do quão adiantas estão o seu progresso de desenvolvimento, e o autor nos mostra o seu valor ao enfatizar que as grandes nações aprenderam a não desprezar os avanços das tecnologias, e o desenrolar da guerra fria nos mostra isso, umas vez que a corrida pela supremacia tecnológicase torna o grande alvo. As nações investem maciço nas tecnologias da destruição, e a exibe na feira dos futuros imaginários de forma velada ao grande público, o poderio militar.
Desde os primórdios, a disputa faz parte do cotidiano do seres humanos. Entretanto, o que era pra ser uma disputa pela sobrevivência, deu espaço a uma disputa pela dominação e poder. O ser humano, agora, seria dominadopor outro ser humano. Com o fim da Segunda Guerra, quatro vencedores subiram ao pódio, entre eles Estados Unidos e Russia, antiga união soviética . Não satisfeitos com a conquista obtida pelas assolações militares em territórios inimigos, as duas maiores potências naquela época dão início a outra guerra, porém silenciosa e não destrutiva , em busca do domínio e supremacia mundiais. Começava, então,uma guerra de indiferenças, uma guerra fria. Na guerra fria, EUA e URSS buscavam provar ao mundo qual era a nação mais poderosa e mais bem sucedida da face da Terra. A feira mundial de tecnologia, realizada em 1964 em Nova York serviu, não apenas para demonstrar aos milhões de visitantes as maravilhas tecnológicas da época, muito menos aguçar a imaginação dos presentes em relação ao futuroperfeito mas, principalmente, para implantar a idéia de supremacia americana ante os avanços tecnológicos. O autor narra o fascínio com que todos observavam os galpões tecnológicos, alimentados por um sentimento de vitória sobre a URSS na corrida espacial. Milhões de dólares foram investidos por empresas na construção de estandes naquela feira, empresas estas patrocinadas pelo governo e outras fontescom fins militares, entre elas, a IBM. A IBM investiu pesado na construção do seu galpão, com o objetivo de garantir a sobrevida do system/360, além de maximizar sua imagem de líder da indústria da computação. Entre os artefatos apresentados, a IBM exibia mainfraimes capazes de identificar a caligrafia humana e traduzir o idioma russo para o inglês. Traduzir o idioma russo para o inglês por meio doscomputadores era um sinal claro de que os EUA poderia, não apenas traduzir o idioma daqueles, mas também impor-lhes os interesses. Outra intenção da IBM era familiarizar os visitantes com a noção de inteligência artificial, apresentando o system/360 como um protótipo do futuro. O autor também aborda detalhes das feiras de 1851 e 1939, sendo que a primeira, priorizava a mostra das máquinas quepotencializariam a produção industrial.

Tem sido produtiva a leitura do livro Futuros imaginários e servido de base para uma reflexão mais aprofundada sobre o papel da tecnologia na nossa sociedade. Torna-se apropriado questionar se temos produzido bens, produtos e serviços que libertam e dão autonomia ao usuário ou escravizam-no a sistemas e acordos velados, muitas vezes copiados de outras...
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