Futuro do trabalho

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O FUTURO DO TRABALHO
Galileu entrevista o profeta do trabalho. Segundo o professor do MIT, no futuro as empresas ficarão (ou parecerão) menores, não existirão mais "carreiras", os empregos vão acabar e trabalharemos por prazer Poucas pessoas podem fazer previsões tão precisas sobre o futuro do trabalho quanto Thomas W. Malone, professor do Massachusetts Institute of Technology Sloan School ofManagement, uma das principais escolas de negócios do planeta. Malone foi um dos primeiros a prever que a descentralização do controle empresarial e a busca de valores humanos em vez das vantagens econômicas seriam cruciais para moldar o novo trabalho. Autor do livro O Futuro dos Empregos, ele contou como deverá ser o trabalho em 2020. GALILEU - Qual força influenciará esse novo trabalho? Malone: Aqueda nos custos da comunicação terá efeitos profundos que ainda não foram bem entendidos ou avaliados. Muitas outras coisas que poderíamos pensar que são fatores independentes são, na verdade, permitidos pela queda dos custos na transmissão de dados. GALILEU - Você crê que o que aconteceu com as empresas depois da crise seja um sintoma da descentralização do poder? Malone: Crises estimulampessoas (e companhias) a deixar hábitos tradicionais e considerar possibilidades inovadoras. E a descentralização é uma delas. GALILEU - E as empresas que já possuíam o poder descentralizado estão em vantagem? Malone: É cedo para dizer quem se sairá melhor. Mas há um exemplo interessante: o Google, que tem uma estrutura organizacional muito descentralizada, parece estar indo muito bem, apesar da crise.GALILEU - Estamos preparados para um mercado de trabalho que vise mais o prazer e menos o lucro? Malone: O mundo está mudando de forma que torna mais fácil as pessoas terem sucesso nos negócios quando tentam satisfazer uma série de valores humanos, além dos lucros. Mas nem todo mundo já está preparado para essas mudanças. GALILEU - E quem serão os responsáveis pelas mudanças? Malone: As novasgerações são mais receptivas a modos de pensar mais solidários e livres do que os mais velhos. São eles que vão revolucionar o mundo. GALILEU - O conceito de "emprego" será extinto? Malone: No futuro, os profissionais vão transformar-se de empregados para empregadores independentes. Isto é: eles terão não apenas um "emprego", mas um "portfólio de projetos".http://revistagalileu.globo.com/Revista/Galileu/0,,EDR86998-7855,00.html

O FUTURO DO EMPREGO Gilberto Dimenstein (gdimen@uol.com.br), São Paulo, domingo, 27 de setembro de 2009

O jovem terá de mudar de atitude para trabalhar e as empresas terão de mudar seu ambiente para atrair talentos

No ano passado (2008), 730 mil universitários e recém-formados se candidataram a 2.334 vagas de estágios e trainees de algumas das mais cobiçadasempresas, entre as quais Microsoft, Sadia, Nestlé, Itaú-Unibanco, Braskem, Unilever. Apesar da abundante oferta de mão de obra cerca de 3.100 candidatos por vaga- vinda das melhores faculdades do país, 10% dos postos não foram preenchidos. Responsável pela seleção, a psicóloga Sofia Esteves, presidente da Cia. de Talentos, já sabe há muito tempo que a maioria dos jovens não passa na peneira porcausa da baixa formação (não ter fluência em inglês, por exemplo) e até dificuldade de expressar com clareza uma idéia. Isso é, porém, parte do problema. Uma pesquisa que ela conduziu, concluída no mês passado, com 31 mil universitários, mostra que o assunto é mais complexo e revela um conflito geracional - as empresas não estão entendendo os jovens, formados na chamada era da informação. E os jovensnão entendem o que as empresas pedem. "Há um modo diferente de encarar o mundo", afirma a psicóloga. A pesquisa mostrou que quase a totalidade dos universitários que disputaram as vagas de trainee e de estágio estão habituados a navegar em mais de uma rede social pela internet, como Orkut e Facebook. É uma geração que aprendeu a não reverenciar hierarquias, criada num ambiente interativo e...
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