Fundamentos da contabilidade

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Introdução

Trata-se de um estudo de caso por meio do qual procura-se demonstrar como foi estabelecida a estratégia competitiva da Natura S.A., uma empresa totalmente nacional, que compete com as maiores organizações internacionais da indústria de higiene pessoal, cosméticos e perfumaria, atraídas para o Brasil, que é o quarto mercado mundial desta categoria de produtos. Na análise realizadaevidencia-se que a empresa pesquisada se diferencia da concorrência não só por meio da distribuição de seus produtos, mas também pelos investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Estrutura-se em torno de algumas capacidades organizacionais que, além de produzir eficácia operacional, são articuladas com a estratégia, as suas crenças e valores, a razão de ser, e com a sua visão de futuro de maneiraa estabelecer um modo de operação difícil de ser copiado pela concorrência e criar valores percebidos pelos clientes. Tudo isso sustenta o seu crescimento.

A INDUSTRIA DE COSMÉTICOSNO BRASIL:
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A indústria da beleza no Brasil, segundo maior mercado mundial de cirurgias plásticas, se mantém a todo vapor, apesar da crise que afeta a economia. Diz-se que, aqui, os rumos doProduto Interno Bruto (PIB) e da indústria da beleza seguem trajetórias próprias, e o ano de 2003 parece confirmar esta máxima. Enquanto a economia entrou em recessão, o setor de beleza continua anunciando números positivos. "A indústria de cosméticos e perfumes espera crescer 20% em 2003, contra um PIB que vai beirar 0,5%", revelou o presidente da Associação da Indústria de Cosméticos e Perfumes(ABIHPEC), João Carlos Basílio da Silva. "A situação econômica não está muito boa, mas pode-se dizer que a área estética é a que menos tem sofrido", frisou Fabiana Perillo, gerente da importadora de próteses de silicone Connection, que registra este ano um significativo "crescimento de vendas", depois que a demanda subiu 30% em 2002. A top Gisele Bündchen exerceu uma influência decisiva no novo"boom" dos implantes no País. Depois de ter sido rejeitada pelos grandes estilistas, que alegavam que seus seios generosos e a silhueta curvilínea não correspondiam aos critérios das modelos, a brasileira impôs seu estilo e revolucionou a estética das passarelas. A partir desse momento, os consultórios dos cirurgiões estéticos do Brasil receberam uma avalanche de pedidos de mulheres interessadas emcolocar silicone para se adaptar à moda. Essa tendência começou a se confirmar no último carnaval, a grande vitrine da moda estética do país, onde peitos e bundas desnudos se tornaram grife. E não são apenas as mulheres que se preocupam com a aparência. Há dez anos, apenas 10% deste tipo de operação correspondiam aos homens. Hoje, esse percentual já chega a 30%, com preferência pelalipoaspiração, operação de bolsas embaixo dos olhos e implante de cabelos. Se, há uma década, somente um em cada 500 brasileiros usava produtos cosméticos e perfumes, a proporção hoje é de um em 50. No Brasil, onde a elite admite gastar mais de US$ 5 mil por mês em tratamentos tão estranhos quanto banhos em ouro ou caviar, o gosto pela sofisticação faz parte da indústria da beleza. Uma pesquisa do InstitutoGallup divulgada há alguns meses revelou que 61% dos brasileiros consideram que a aparência física é o fator mais importante para o sucesso social. Além disso, o clima tropical reforça a necessidade de ter um corpo em forma, destacou o presidente da Sociedade de Cirurgiões Plásticos, Luiz Carlos Garcia. O Brasil é uma Meca da beleza, o que fica claro pelos números de exportação: a indústria decosméticos brasileira já está presente em mais de 80 países, teve um aumento de 72,9% nas vendas nos últimos cinco anos e espera um saldo positivo de 100 milhões de dólares em 2003. O gosto pelo mercado brasileiro não se restringe aos produtos: importadores de silicone, assim como cirurgiões, ressaltam que cada vez mais mulheres de outros países na América Latina e Estados Unidos recorrem aos médicos...
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